quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Ipixuna lidera ranking das cidades menos desenvolvidas do Brasil segundo o Índice Firjan

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Ipixuna, município do Amazonas.

Ipixuna, no Amazonas, ocupa a última posição no ranking do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2025, divulgado nesta quinta-feira, 8.

O levantamento, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), revela que o município apresenta o pior índice de desenvolvimento do Brasil, evidenciando sérias dificuldades nas áreas de saúde, educação e geração de empregos.

Entre as cidades com os piores índices, três municípios do Amazonas figuram no ranking, com Ipixuna ocupando a última posição.

O estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avalia o progresso de 5.550 municípios, com base em áreas fundamentais como saúde, educação e emprego & renda, refletindo o impacto dessas condições na qualidade de vida dos cidadãos.

O município de Ipixuna, localizado no interior do Amazonas, registra o pior índice de desenvolvimento do Brasil, com uma pontuação de apenas 0,1485, de acordo com o IFDM 2025.

Este índice coloca a cidade em uma situação crítica em termos de acesso à educação, saúde e condições de emprego.

Além de Ipixuna, o Amazonas apresenta outro município entre os mais afetados pelos baixos índices de desenvolvimento: Jutaí, que ocupa a 7ª posição entre os piores, com uma pontuação de 0,1802.

As dificuldades enfrentadas por essas cidades são refletidas em indicadores como a alta taxa de analfabetismo, o baixo acesso a serviços de saúde e a precariedade nas condições de trabalho.

Desafios para o Amazonas: saúde, educação e emprego

O Estado do Amazonas, como um todo, ainda apresenta grande desigualdade no que diz respeito ao desenvolvimento dos municípios.

De acordo com os dados, a maioria das cidades amazonenses não ultrapassaram a barreira dos 0,6 pontos no IFDM Educação, um dos componentes do índice. Isso significa que a qualidade educacional ainda está longe de ser ideal em grande parte do Estado.

Em relação à saúde, o Amazonas enfrenta desafios semelhantes, com uma população carente de acesso adequado a médicos e serviços de saúde básicos, refletindo diretamente na qualidade de vida da população local.

Em termos de emprego & renda, o Amazonas também está entre os Estados com o maior número de municípios classificados com baixo desenvolvimento.

Esse quadro revela a dependência de uma economia local que ainda não consegue gerar empregos formais de maneira suficiente para atender à demanda da população, o que contribui para o aumento da pobreza e da desigualdade.

Desempenho de Manaus no ranking das capitais

Manaus ocupa a 23ª posição no ranking do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de 2023, com uma pontuação de 0,5444, classificando a cidade na faixa de desenvolvimento moderado.

A capital do Amazonas enfrenta dificuldades expressivas em áreas essenciais, como emprego & renda, educação e saúde.

O município destaca-se negativamente no setor educacional, com uma pontuação de 0,5860, refletindo a necessidade de avanços substanciais para alcançar melhores condições de vida para sua população.

Embora tenha registrado uma variação positiva de 12,3% desde 2013, Manaus segue atrás das capitais do Sudeste e Sul, que lideram o ranking com índices superiores.

Disparidades regionais no Brasil: o abismo entre o Norte e o Sul

O IFDM 2025 revela um Brasil marcado por disparidades regionais, com a maior parte dos municípios com melhores índices localizados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

Em contraste, as regiões Norte e Nordeste concentram a maioria dos municípios com baixos índices de desenvolvimento.

No Norte, em particular, o Pará e o Amazonas lideram o ranking das regiões com o maior número de cidades com índices críticos.

Enquanto municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina figuram entre as cidades mais desenvolvidas do Brasil, com destaque para Águas de São Pedro (SP) e São Caetano do Sul (SP), o Norte continua sendo um dos maiores desafios no país, com cidades como Ipixuna e Jutaí enfrentando dificuldades extremas.

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