quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Carlos Lupi deixa Ministério da Previdência após escândalo no INSS

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carlos lupi

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão nesta sexta-feira (2/5) após a revelação de um esquema bilionário de fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.

Lupi, que comandava a pasta desde o início do governo Lula, anunciou a saída por meio de uma rede social. Ele agradeceu ao presidente pela confiança e afirmou não ter sido citado nas investigações.

“Entrego, na tarde desta sexta-feira (02), a função de Ministro da Previdência Social ao Presidente Lula, a quem agradeço pela confiança e pela oportunidade”, escreveu Lupi nas redes sociais.

Para ocupar o cargo de ministro, o presidente Lula convidou o ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da Previdência, o número dois da pasta.

A exoneração de Carlos Lupi e a nomeação de Wolney Queiroz devem ser oficializadas ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial da União.

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A saída de Lupi já era considerada inevitável dentro do governo, diante da pressão política e da repercussão do escândalo envolvendo fraudes no INSS. A troca no comando da pasta foi articulada com o PDT, partido do ministro, para evitar o rompimento com a base aliada no Congresso, já considerada frágil.

A Polícia Federal revelou que associações vinham cadastrando aposentados sem autorização para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. As investigações mostram que o esquema começou em 2019, no governo de Jair Bolsonaro, e continuou até este ano, com um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

Lupi tentou se manter no cargo, mas perdeu força após o afastamento do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, seu indicado.

Lupi foi alertado sobre o aumento de descontos irregulares, mas demorou quase um ano para agir. A gestão dele também enfrentava críticas internas, principalmente pelo fracasso em reduzir as filas de perícia médica no INSS.

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