sábado, 26 de setembro de 2026

Campanha 'Adorno Zero' quer combater infecções hospitalares no AM

O infectologista André Patrício alerta para o perigo em que os acessórios levam para o ambiente hospitalar, destacando que o uso já é proibido por norma regulamentadora.
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adorno

Combater o uso de pulseiras, anéis, relógios, colares, entre outros adornos, pelos funcionários, pacientes e acompanhantes da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) é o grande alvo da nova campanha da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da unidade.

Intitulada “Adorno Zero”, a campanha tem realizado ações de mobilização para sensibilizar diretores, coordenadores, funcionários e usuários do sistema de saúde sobre os riscos causados pelo uso destes objetos em ambientes hospitalares.

Durante a semana de 5 a 9 de julho, a CCIH fará orientações e pequenas palestras sobre o assunto, principalmente para os profissionais de saúde de toda a unidade, tanto da parte hospitalar quanto dos ambulatórios e setores administrativos.

De acordo com o infectologista André Patrício, chefe da CCIH da FMT-HVD, a campanha é importante para toda a comunidade que frequenta esses espaços.

 “Esses adornos têm importância tanto para os acidentes de trabalho, uma vez que algo pode se prender em um brinco ou anel, quanto para infecções hospitalares. Através desses adornos, nós carregamos bactérias que podem contaminar os pacientes ou levando essas bactérias para dentro das nossas casas. O uso desses adornos em ambientes hospitalares é proibido. Inicialmente vamos fazer um trabalho de conscientização”, disse o infectologista.

Primeiras mudanças e perspectivas para o futuro

Um dos símbolos iniciais da campanha contra o uso de adornos é o incentivo da troca dos cordões para crachás por dispositivos que têm uma menor possibilidade de carregar infecções e com uma superfície de contato menor. Essa primeira etapa da campanha é educativa e tem por objetivo alertar os profissionais.

No futuro, já é discutido formas de sanções para os profissionais que não cumprirem as regras de higiene e segurança hospitalar e continuarem insistindo no uso de acessórios não recomendados.

Norma

Segundo a Norma Regulamentadora NR 32, todo trabalhador do serviço de saúde, bem como aquele que exerce atividades de promoção e assistência à saúde exposto a agente biológico, independentemente da sua função, deve evitar o uso de adornos no ambiente de trabalho para prevenir infecção.

As orientações abordadas na campanha ‘Adorno Zero’ valem para todos os colaboradores, principalmente, profissionais que prestem assistência ao paciente ou que, de alguma forma, entrem em contato com fluidos, secreções e qualquer tipo de matéria orgânica proveniente do paciente ou do processo assistencial, e também aqueles que manipulem alimentos e dietas, visando garantir a sua própria segurança.

A Norma, além de determinar procedimentos hospitalares, também rege o comportamento dos profissionais da área, indicando a obrigatoriedade do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a proibição do uso de adornos, que podem trazer riscos biológicos de contaminação.

Com informações da assessoria

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