quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Papa Francisco morre aos 88 anos e deixa legado de diálogo, reformas e acolhimento aos pobres

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Papa Francisco morre aos 88 anos (Foto: Vaticano)
Papa Francisco morre aos 88 anos (Foto: Vaticano)

O Papa Francisco morreu aos 88 anos na madrugada desta segunda-feira (21/4), às 2h35 pelo horário de Brasília. A informação foi confirmada oficialmente pelo Vaticano.

Ele liderou a Igreja Católica por quase 12 anos, sendo o primeiro papa latino-americano da história e também o primeiro jesuíta a ocupar o cargo.

Nascido Jorge Mario Bergoglio, em Buenos Aires, Argentina, Francisco foi eleito em 2013 após a renúncia de Bento XVI. Ao longo do seu papado, ficou conhecido por seu estilo simples, bom humor, postura acolhedora e forte compromisso com os mais pobres.

Durante seu pontificado, enfrentou temas difíceis como os escândalos de pedofilia na Igreja, a crise dos refugiados e o papel das mulheres no Vaticano.

Apesar das críticas por avanços considerados lentos, ele abriu espaço para que mulheres participassem de votações no Sínodo dos Bispos e autorizou bênçãos a casais do mesmo sexo. No entanto, manteve a posição contrária à ordenação de mulheres.

Francisco também se destacou por seus discursos firmes contra guerras, desigualdades sociais e exclusões. Fez críticas diretas a líderes mundiais e defendeu uma Igreja mais próxima dos que sofrem, chamando-a de “hospital de campanha” em vez de espaço de julgamento.

Nos últimos meses, o papa enfrentou problemas de saúde. Em fevereiro, foi internado com bronquite e, posteriormente, diagnosticado com pneumonia bilateral. Após cerca de 40 dias no hospital, recebeu alta, mas continuou com dificuldades respiratórias.

Ao longo dos anos, promoveu reformas administrativas e financeiras no Vaticano e deu continuidade ao combate à corrupção na Cúria.

Segundo especialistas, mesmo sem mudanças doutrinárias profundas, seu impacto foi significativo ao aproximar a Igreja de questões sociais e contemporâneas.

O Vaticano ainda não divulgou detalhes sobre o funeral nem sobre o processo de escolha do próximo papa.

Se mantiver a tradição das últimas escolhas, o próximo passo é o conclave, uma reunião secreta de até 120 cardeais com menos de 80 anos, que ocorre na Capela Sistina, no Vaticano.

O conclave é um dos rituais mais antigos e simbólicos da Igreja Católica. Apesar de não haver campanha eleitoral formal, os cardeais discutem os desafios da Igreja e os perfis dos possíveis eleitos.

Durante o conclave, os cardeais ficam totalmente isolados: sem acesso a notícias, telefone ou internet. Eles fazem um juramento de silêncio e as portas do local são trancadas.

Antes de começar a votação, os cardeais participam de uma missa na Basílica de São Pedro. Depois, seguem para a Capela Sistina, onde votam até quatro vezes por dia, se necessário.

Para ser eleito, o novo papa precisa de pelo menos dois terços dos votos. As escolhas são feitas com cédulas em latim e depositadas em um cálice, em frente ao afresco do Juízo Final, pintado por Michelangelo.

Quando ninguém atinge a maioria, a fumaça preta sai da chaminé da Capela, indicando que o novo papa ainda não foi escolhido. Quando um cardeal alcança os votos necessários e aceita o cargo, a fumaça branca é liberada, sinalizando ao mundo que a Igreja tem um novo pontífice.

Cerca de uma hora depois, o cardeal responsável pelo anúncio aparece na sacada da Basílica de São Pedro e declara: “Habemus Papam” — “Temos um Papa”. Em seguida, o novo papa faz seu primeiro discurso e dá a bênção à multidão.

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