A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) se prepara para definir, no próximo dia 14 de abril, quem irá comandar a instituição pelos próximos quatro anos. O segundo turno das eleições para reitor e vice-reitor coloca frente a frente as chapas “Mudança!” e “Por uma Ufam que humaniza, inclui e transforma”.
Nesta entrevista, o RealTime1 conversa com o candidato a reitor Prof. Dr. Marco Antônio de Freitas Mendonça, que disputa o cargo ao lado do candidato a vice-reitor, Prof. Dr. Armando Araújo de Souza Júnior.
O objetivo é oferecer à comunidade acadêmica e à sociedade um espaço plural e transparente para conhecer melhor os projetos e propostas das chapas que disputam a reitoria da Ufam.
RT1 – A chapa 25 propõe criar um sistema de dados integrados para aprimorar a gestão universitária. Como esse sistema funcionaria na prática e de que forma ele pode tornar mais eficiente o dia a dia da comunidade acadêmica?
O sistema de dados integrados proposto pela Chapa 25 visa conectar informações acadêmicas, administrativas, financeiras e de infraestrutura em uma única plataforma digital. Na prática, isso permitirá que a gestão universitária tome decisões com base em dados atualizados e confiáveis, reduzindo a burocracia e melhorando a eficiência dos processos. Para a comunidade acadêmica, isso significa mais agilidade nos serviços, maior transparência na gestão e melhor aproveitamento dos recursos da universidade. Estudantes, servidores e gestores terão acesso a informações de forma mais rápida e segura, o que contribui para um ambiente mais organizado, colaborativo e centrado nas reais necessidades da UFAM.
RT1 – Um dos compromissos da chapa é ampliar a assistência estudantil, especialmente para estudantes em situação de vulnerabilidade. Quais ações estão previstas nesse sentido e como será possível viabilizá-las, considerando o orçamento da universidade?
A ampliação da assistência estudantil será baseada em ações concretas como a ampliação dos auxílios direcionados a estudantes em vulnerabilidade social, expansão da oferta de moradia universitária, alimentação de qualidade e apoio à saúde mental. A viabilização dessas ações será feita por meio de um planejamento orçamentário responsável, buscando reestruturar prioridades internas, aumentar a eficiência na execução dos recursos e captar recursos externos, como emendas parlamentares, convênios e programas federais. O compromisso da chapa é garantir que nenhum estudante deixe de concluir sua formação por falta de condições básicas.
RT1 – O programa de gestão da chapa 25 destaca a importância de fortalecer os campi do interior. Quais são as prioridades estabelecidas para enfrentar os desafios estruturais e de acesso que ainda persistem nessas unidades?
As ações previstas incluem a melhoria da infraestrutura física, com foco em acessibilidade, segurança e conectividade; a ampliação do quadro técnico e docente; e o fortalecimento dos cursos e programas de pesquisa e extensão voltados para as vocações regionais. Também será incentivada uma gestão descentralizada, com autonomia administrativa e orçamentária compatível com as demandas locais, garantindo que as decisões sejam tomadas com a participação ativa das comunidades acadêmicas locais. O objetivo é integrar ainda mais os campi à vida da universidade e às dinâmicas sociais e econômicas dos municípios onde estão inseridos.
RT1 – A chapa defende uma gestão participativa, com maior presença dos técnico-administrativos, docentes e estudantes nas decisões institucionais. Que espaços de diálogo ou instrumentos concretos estão previstos para garantir essa participação efetiva?
A Chapa 25 defende uma gestão participativa baseada na valorização dos conselhos superiores da universidade, no fortalecimento das instâncias colegiadas e na promoção de uma cultura institucional que reconheça o protagonismo dos técnico-administrativos, docentes e estudantes. Isso será feito por meio da ampliação dos espaços de escuta, da transparência nos processos decisórios e do incentivo à participação ativa da comunidade universitária em temas estratégicos. Nosso plano de gestão também prevê a realização de fóruns temáticos, consultas públicas e a utilização de ferramentas digitais para ampliar o diálogo com a sociedade e com a comunidade acadêmica. A proposta é garantir que as decisões institucionais sejam construídas de forma coletiva, respeitando a diversidade de vozes e o compromisso com uma universidade democrática e inclusiva.
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