quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Omar joga suspeitas sobre evolução patrimonial da família de Fausto

Deputado, que foi relator da CPI da Saúde da Aleam, não quis reconhecer evolução patrimonial dele e da mãe, a conselheira do Tribunal de Contas Yara Lins.
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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD), levantou a suspeita de que o relator da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Fausto Júnior (MDB), teve uma evolução patrimonial atípica e relacionou isso ao fato de não ter indiciado o governador Wilson Lima (PSC) ao final dos trabalhos da investigação da comissão estadual.

Omar questionou se Fausto conhecia as empresas Techway, TCD Transportes, Matrix, PH Rodrigues, DR7, LBC, GA, AG, BRB, CC Batista, Podium, Live Saúde, Nova Renascer. O deputado emedebista disse desconhecer todas elas.

“São empresas que trabalham na área de saúde, construção, manutenção e de aluguel de carros na Secretaria de Estado da Saúde e que receberam em dois anos mais de R$ 500 milhões”, afirmou o senador, antes de questionar se Fausto também conhecia o advogado André Luís Guedes da Silva.

“Conheço, mas não tenho relações”, respondeu Fausto.

Quebra de sigilos

Omar afirmou que o não indiciamento de Wilson Lima teve a ver com advocacia administrativa praticada pela conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Yara Lins, mãe de Fausto Júnior.

O senador apontou o nome das empresas, viagens de Yara e Fausto a São Paulo e a presença do advogado André Luís Guedes na Assembleia e na sede do Tribunal de Contas do Amazonas.

Omar também afirmou que houve evolução patrimonial de mais de 1.000% das pessoas citadas por ele e que vai quebrar os sigilos de todas elas, inclusive das empresas.

Em resposta às perguntas feitas pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO) acerca desses apontamentos, o deputado Fausto Jr. disse que não tem o que temer, que a família “é honrada e não tem rabo preso”.

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