quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Governador lança 'Dignidade Menstrual' para doar absorventes em escolas

O programa deve beneficiar 50 mil meninas em situação de vulnerabilidade e extrema pobreza com a doação de absorventes higiénicos na capital e no interior.
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O programa ‘Dignidade Menstrual’, anunciado pelo governador Wilson Lima (PSC), nesta terça-feira (22), durante visita à Escola Estadual Dr. José Milton Bandeira, no bairro Monte Sinai, zona Norte de Manaus deve beneficiar 50 mil estudantes, na capital e interior, em situação de vulnerabilidade social, pobreza e extrema pobreza, com a doação de absorventes.

Segundo o governador, o programa reforça o compromisso do Governo do Estado com as pautas das mulheres, especialmente no que diz respeito em minimizar os efeitos da falta de recursos para comprar itens de higiene pessoal adequados para o período de menstruação.

“Isso é importante, é prioritário, do ponto de vista da educação, do ponto de vista social e do ponto de vista de saúde pública. E essa é uma pauta que poucas pessoas têm coragem de tocar, é um assunto que ainda é um tabu, e hoje o Governo do Estado do Amazonas começa a tratar dessa questão e começa a dar dignidade para essas meninas”, disse o governador.

Pobreza menstrual no Brasil 

A iniciativa será executada pela Secretaria de Estado da Educação e Desporto, em parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas). A titular da Seas, Alessandra Campêlo explicou que um apesquisa realizada por uma fabricante de absorventes e divulgada recentemente no Brasil mostra que uma em cada quatro meninas já faltou aula por não ter condições financeiras de manter a higiene, consequência da falta de recursos para comprar absorvente.

O estudo mostra ainda que 48% tentaram esconder que o motivo foi a falta de absorventes, e 45% acreditam que não ir à aula por falta de absorventes impactou negativamente o seu rendimento escolar. Entre as meninas de 12 a 14 anos no Brasil, 22% não têm acesso a produtos higiênicos adequados durante o período menstrual. A porcentagem sobe para 26% entre as adolescentes de 15 a 17 anos. Essas alunas chegam a perder mais de 40 dias de aulas por ano.

“Tanto aos profissionais da educação, que precisam saber como abordar e poder deixar as meninas à vontade quanto aos próprios jovens, para que tanto meninos e meninas possam tratar isso com naturalidade, para que a menstruação seja entendida como um processo natural de transformação e não como um tabu”, disse Campelo.

Com informações da assessoria

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