quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Convocação de Péricles e Fausto é reforço à narrativa governista na CPI

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Na queda de braço que se instaurou na CPI da Covid entre oposicionistas de um lado e governistas do outro, a aprovação da convocação dos deputados estaduais Delegado Péricles (PSL) e Fausto Júnior (MDB) – este recentemente cooptado pelo senador Eduardo Braga para depor a favor da narrativa contra os governadores – deverão apresentar o resultado da CPI da Saúde realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas, cujo desfecho a população amazonense desconhece.

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INTERESSES COMUNS

Quando o assunto da CPI é Governo do Amazonas, aliás, os interesses de senadores independentes e governistas se confundem. O senador Eduardo Braga (MDB), por exemplo, não poupa esforços para imputar culpas no governador Wilson Lima (PSC), seu virtual adversário nas eleições de 2020. A intenção de Braga é tão evidente que ele já chegou a ser incluído no grupo dos bolsonaristas por um site nacional de notícias. O senador nega. Mas foi um dos principais articuladores, diz-se nos bastidores, para a convocação de Péricles e Fausto.

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MARCELLUS IRRECONHECÍVEL

Surpreendeu a todos, e em especial à equipe que o ajudou no levantamento de dados, o desempenho do ex-secretário Marcellus Campêlo na CPI. Conhecido por sua seriedade e competência, Marcellus se mostrou apático diante dos ataques que sofreu. Nos bastidores da CPI, senadores observaram que o ex-secretário Marcellus Campêlo deveria estar sob efeito de medicação, devido à sua dificuldade de raciocinar e até de respirar em determinados momentos. Após ter passado dez dias fazendo um curso intensivo de treinamento, o ex-secretário estava catatônico e desorientado, a ponto de tirar sua advogada do sério diante do desempenho pífio. Tinha as respostas mas não conseguia concatenar as ideias.

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PRESIDENTE ‘OUVE O COMPADRE’

Omar Aziz (PSD) afirmou que é vítima sistemática de ataques por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O senador disse que o presidente não o conhece, nunca esteve com ele, mas dirige ataques a ele por “ouvir o compadre”. O compadre em questão é, na verdade, o afilhado de casamento de Bolsonaro, Alfredo Menezes (Patriota), que saiu com uma péssima imagem ao deixar a superintendência da Suframa e seria um dos coordenadores da milícia bolsonarista no Amazonas.

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RETORNO ARREPENDIDO

Em seu retorno ao plenário da Aleam, após gozar de licença-maternidade, a deputada estadual Joana Darc (PL) pediu desculpas pela declaração que deu na ocasião em que houve a eleição antecipada – por meio de emenda à Constituição – do deputado Roberto Cidade (PV) para a presidência da Casa Parlamentar. Joana afirmou, à época, que deputados haviam recebido R$ 200 mil para votar em Cidade. A afirmação rendeu a Joana um processo de cassação na Comissão de Ética da Aleam. O pedido de desculpas é uma tentativa de colocar uma pá de cal no assunto.

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VACINAÇÃO DE LACTANTES

Joana Darc, que continua líder do governo na Aleam, está fazendo uma campanha junto ao Governo do Estado para a inclusão de lactantes no grupo prioritário de vacinação no Amazonas. A deputada também ajuizou uma ação na Justiça Federal para a inclusão do grupo. Outra causa a que tem se dedicado a deputada é à liberdade das lactantes para amamentar seus filhos a qualquer hora e lugar. Não por acaso, levou seu filho ao plenário da Aleam em seu retorno ao trabalho.

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‘RALHO’ NOS COLEGAS

A dificuldade em se obter o quórum necessário para proceder as votações na Aleam fez com que o deputado Cabo Maciel (PL) sugerisse ao presidente Roberto Cidade (PV) que a pauta fosse invertida para que as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) fossem votadas primeiro, antes que o número mínimo de 13 dos 24 deputados diminuísse e impossibilitasse as votações. Cidade respondeu com um “ralho” nos deputados, afirmando que as matérias teriam de ser votadas e que todos deveriam permanecer até o final da sessão. Escolher as pautas a serem votadas é mais um mau exemplo dado pela Assembleia Legislativa do Amazonas à população.

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TAMBÉM QUERO

O deputado estadual Adjuto Afonso (PDT) fez um apelo à empresa Azul Linhas Aéreas para inserir o município de Boca do Acre na expansão das operações da companhia, que vai abranger oito municípios amazonenses. Para o parlamentar, que tem na região um de seus fortes redutos eleitorais, é fundamental a inserção do município por conta das dificuldades de logística dos moradores. Adjuto nasceu em Pauini, município vizinho a Boca do Acre.

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DENÚNCIA DE FRAUDE NA COTA

Secretaria Nacional de Mulheres do PT protocolizou no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) denúncias de fraude em cota de gênero por três partidos no Estado nas eleições de 2020. São três notícias-crime segundo as quais o Partido Verde (PV) e o Republicanos teriam inscrito duas candidatas-laranjas cada, e o Partido Trabalhador Cristão (PTC) uma candidata. Nenhuma das candidatas mencionadas recebeu mais de 4 votos nas eleições passadas.

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VEIO O REPIQUETE

Depois de retroceder um centímetro, chegando a 29 metros e 99 centímetros e permanecendo nesta cota por dois dias, o rio Negro apresentou o já previsto fenômeno do repiquete. Subiu três centímetros em 24 horas e atingiu a nova marca recorde de 30 metros e 2 centímetros.

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