quarta-feira, 23 de setembro de 2026

A um ano de chegar às capitais, 5G exige adequações por parte das indústrias

A internet 5G promete ser mais rápida, ágil e econômica. O sinal deverá ser utilizado em áreas como saúde e indústria do entretenimento, além do agronegócio.
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A internet 5G já é realidade em diversos países e agora, chegará ao Brasil. Com previsão para chegar às capitais do país em junho de 2022, a tecnologia promete revolucionar a produção nos diversos segmentos. E na indústria, possibilitará ganho na eficiência a partir da automação, da inteligência artificial e de conexões às cadeias produtivas globais.

De acordo com o gerente sênior de novos negócios do Instituto de Ciência e Tecnologia (Sidia), Paulo Melo, a conexão 5G permitirá que o conceito de Indústria 4.0 se torne realidade em larga escala. A internet terá mais rapidez no envio de sinais ou mensagens.

“Além de maior velocidade, o 5G vai permitir baixa latência de comunicação e potencializar o conceito de Internet das Coisas. A Indústria 4.0, por sua vez, assume um conceito de indústria mais eficiente através do uso de robôs, automação de processos e Inteligência Artificial”, explica.

Indústrias precisam se adequar à 5G

Conforme Paulo Melo, as fabricantes do Polo Industrial de Manaus (PIM) que estejam habilitadas a trabalhar com a conexão 5G estarão inseridas em um contexto da indústria moderna global.

“As indústrias poderão se conectar às cadeias produtivas globais que se encontram conectadas por meio de uma rede que não se limita ao horário de trabalho de seus funcionários. Isso vai permitir que as indústrias do PIM possam atuar em uma cadeia muito mais ampla do que a atual”, comentou.

“Os impactos são vários e no positivo, o maior deles é o aumento na eficiência da produção”, completou.

Exigência de mão-de-obra qualificada

O gerente ainda frisou que com o avanço tecnológico consequentemente exige emprego de mão-de-obra qualificada.

“Por outro lado, corremos o risco de criar um cenário em que a demanda por mão-de-obra pouco qualificada será ainda menor. Será preciso qualificar pessoas para atuarem de uma forma diferente e mais sofisticada do que num cenário que exigia um número muito alto de pessoas trabalhando diariamente na linha de produção”.

Fieam: 4G funciona com dificuldades no AM

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, destacou que investimentos em infraestrutura voltada à energia elétrica e às telecomunicações são fundamentais para a atividade industrial.

Ele afirmou que o sinal 4G funciona com dificuldades, no estado.

“A nossa região carece de infraestrutura adequada em fornecimento de energia e em telecomunicações, fundamentais para a indústria. No Amazonas, a tecnologia 4G ainda funciona com ressalvas”, disse.

“É preciso averiguar se, nessa fase inicial de implementação, o sinal ainda será compartilhado com as frequências utilizadas pela rede 4G, por meio do Dynamic Spectrum Sharing (DSS). Esse compartilhamento pode gerar uma sobrecarga e comprometer a qualidade de ambas as redes.

Texto: Priscila Caldas

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