A construção civil no Amazonas entra em 2025 enfrentando dois grandes desafios: os juros elevados, que dificultam o acesso ao crédito e impactam os investimentos, e a falta de mão de obra qualificada, um problema que se intensificou nos últimos anos.
Esses fatores podem afetar a geração de empregos e o crescimento do setor, um dos mais importantes para a economia do estado.
Juros altos freiam investimentos e dificultam financiamentos
A taxa básica de juros, a Selic, permanece em patamar elevado, o que encarece o crédito imobiliário e reduz a quantidade de novos financiamentos habitacionais e investimentos em infraestrutura.
As taxas de juros foram apontadas como o principal obstáculo para o setor, dificultando o lançamento de novos empreendimentos e a ampliação das obras em andamento.
No Amazonas, o setor segue impactado pela volatilidade econômica e pela cautela dos investidores, que aguardam sinais de redução dos juros para retomar projetos de grande porte.
Empresas do setor imobiliário indicam que a alta no custo do crédito também influencia o ritmo das vendas de imóveis, reduzindo a demanda e freando o crescimento do mercado.
Falta de mão de obra qualificada preocupa o setor
Além dos juros altos, a escassez de profissionais qualificados na construção civil é um desafio crescente. A falta de trabalhadores capacitados afeta o ritmo das obras e gera aumento nos custos operacionais, já que as empresas precisam oferecer salários mais competitivos e investir na capacitação interna.
No Amazonas, a construção civil tem sido um dos setores mais relevantes para a geração de empregos.
Especialistas do setor projetam que, apesar das dificuldades, a construção civil deve continuar empregando no Amazonas, mas em um ritmo menor do que nos anos anteriores.
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