Há pelo menos três décadas, a prática de criar cargos de secretários com títulos pomposos, como “extraordinários”, “especiais” ou “executivos”, para acomodar apoiadores, amigos ou políticos aliados não eleitos, persiste na administração pública.
Esses postos, muitas vezes desprovidos de funções reais, servem como uma forma de conceder salários públicos a aliados, sem que haja uma contribuição efetiva deles para as demandas da cidade.
Desde décadas passadas, diferentes administrações têm recorrido a essa estratégia para acomodar aliados políticos.
Títulos como “Secretário Extraordinário para Projetos Especiais”, por exemplo, são criados, mesmo na ausência de projetos especiais a serem geridos.
Em diversas gestões, foram nomeados secretários extraordinários sem atribuições claras ou resultados concretos. Esses cargos, apesar dos nomes imponentes, frequentemente não entregam absolutamente nada de substancial para a população.
Muitas vezes, as atribuições do cargo de secretário extraordinário não são descritas nem nos portais de Transparência.
Enquanto a administração pública enfrenta desafios significativos, a alocação de recursos para posições sem função real representa um desperdício e uma desvalorização do serviço público.
O ex-governador Amazonino Mendes já afirmava em conversas de bastidores que, para ajudar um amigo, não é necessário conceder-lhe um cargo público.
“Se você quiser ajudar algum amigo, não dê um emprego, peça para um amigo seu ajudá-lo”, chegou a afirmar em algumas ocasiões.
Amigos, aliados e ex-políticos podem contribuir com as melhorias da cidade e do Estado sem necessariamente ter um emprego público.
É preciso que os gestores reflitam sobre a real necessidade desses cargos e busquem uma gestão mais responsável e comprometida com as demandas reais da população.
Leia Mais: