quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Governador torna permanente comitê de enfrentamento climático no Amazonas

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Governador Wilson Lima durante assinatura do decreto que torna permanente o Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos no Amazonas. (Foto: Alex Pazuello/Secom)

O governador Wilson Lima assinou, nesta segunda-feira (27/01), o decreto que torna permanente o Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais no Amazonas. O objetivo é implementar ações para prevenir desastres, monitorar os períodos de cheia e vazante dos rios e promover a recuperação de áreas atingidas.

Desde junho, o comitê vinha atuando temporariamente em resposta à estiagem severa que atingiu o estado. O decreto considera a necessidade de vigilância contínua frente ao aumento de eventos climáticos extremos na Amazônia, como enchentes e estiagens.

“Estamos montando o comitê porque o mundo começa a viver um novo normal. Nós tomamos uma série de providências para que haja uma vigilância permanente das principais secretarias e acompanhar o comportamento do período de cheia e também de estiagem, no sentido de se antecipar e evitar que principalmente nossos irmãos do interior sejam prejudicados”, afirmou o governador Wilson Lima.

O comitê será coordenado pelo governador e contará com a participação de 33 secretarias, órgãos e entidades estaduais, apoiados por um Comitê Técnico-Científico responsável por embasar cientificamente as decisões. Entre suas funções estão a tomada de medidas para minimizar desastres, reorganizar o setor produtivo e promover a recuperação econômica de áreas afetadas.

O secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, destacou a relevância do comitê na gestão de ajuda humanitária, no apoio ao setor produtivo e no combate a problemas ambientais, como queimadas e desmatamento.

“A permanência do comitê demonstra a preocupação que o Estado vem tendo ao longo desses anos com relação às mudanças climáticas. É uma corrente para que possamos enfrentar esses desastres e buscar, através da adaptação e da preparação, tornar nossas populações mais resilientes”, declarou.

No último ano, a Operação Estiagem distribuiu mais de 3 mil toneladas de alimentos e instalou 41 purificadores de água em comunidades isoladas. Desde 2019, foram implantados 670 sistemas do projeto Água Boa em 56 municípios e oito Estações de Tratamento de Água Móvel. Também foram distribuídas mais de 4,7 mil caixas d’água e 200 toneladas de medicamentos e insumos.

Pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), foram realizadas 77 operações de anistia, totalizando R$ 2 milhões em dívidas perdoadas, além de 1,8 mil renegociações, alcançando R$ 21 milhões. A articulação estadual também permitiu o início da dragagem de trechos dos rios Amazonas e Solimões e a instalação de dois portos provisórios em Itacoatiara, evitando o desabastecimento.

Entre abril e dezembro de 2024, foram combatidos 22 mil focos de incêndios, resultando em 196 prisões, 433 Autos de Infração e multas que somam R$ 214 milhões. Também foram bloqueados 24 mil hectares de áreas irregulares.

Para 2025, estão previstos investimentos de R$ 21 milhões do Fundo Amazônia para viaturas e equipamentos. Outros R$ 3,9 milhões do banco alemão KfW serão utilizados na construção de quarteis em Boca do Acre e Apuí, além da contratação de 153 brigadistas.

Conforme o monitoramento mais recente, a cheia dos rios no Amazonas deve alcançar seu pico entre abril e julho, com vazante esperada para começar em agosto e seguir até novembro. As projeções indicam níveis de cheia e estiagem moderados para 2025, contrastando com os eventos extremos de 2024.

*Com informações de assessoria

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