quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Trump oficializa saída dos EUA do Acordo de Paris pela segunda vez

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (Foto: Rebecca Noble/Getty Images)

Os Estados Unidos oficializaram sua segunda saída do Acordo de Paris, em decisão anunciada pelo presidente Donald Trump. A medida altera a participação do país nas políticas climáticas globais e influencia o andamento das metas internacionais para limitar o aquecimento global, gerando repercussões em diversas áreas.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 por 196 países, tem como principal objetivo conter o aumento da temperatura global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. A retirada dos Estados Unidos, maior economia global e responsável por cerca de 13% das emissões de gases de efeito estufa, compromete diretamente o alcance dessas metas.

A justificativa da administração Trump para a decisão é o impacto econômico sobre setores-chave, como petróleo e carvão, apontados como prejudicados pelas restrições climáticas. Isso contrasta com o compromisso assumido pelo governo anterior, que prometeu reduzir as emissões em até 52% até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Além disso, os EUA haviam se comprometido a destinar US$11,4 bilhões anuais para apoiar países em desenvolvimento em políticas de adaptação climática, promessa anulada com a saída.

A decisão gerou reações contundentes de líderes mundiais. Países como França, Alemanha e Reino Unido reforçaram que o Acordo de Paris não será renegociado para acomodar interesses americanos. O presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou que os esforços climáticos continuarão, enquanto o chanceler alemão Olaf Scholz classificou a saída como um erro estratégico com consequências globais.

Além das críticas políticas, especialistas temem que a saída dos EUA encoraje outros países a relaxarem suas metas climáticas. Apesar da decisão federal, estados como Califórnia, Nova York e Washington reiteraram seu compromisso com o Acordo de Paris. Empresas como Tesla, Amazon e Microsoft também expressaram oposição, destacando os benefícios econômicos e tecnológicos de uma economia de baixo carbono.

A retirada americana tem efeitos significativos, pois as projeções indicam que, sem as contribuições dos EUA, o aquecimento global pode aumentar em até 0,1°C até o final do século. Esse aumento pode agravar eventos climáticos extremos, perdas de biodiversidade e o aumento do nível do mar.

O impacto total da decisão dependerá da capacidade dos países signatários de intensificar seus esforços e da retomada de um compromisso mais sólido por parte dos Estados Unidos no futuro.

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