quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lanternas solares são distribuídas em comunidades do AM pela Fiocruz e Instituto Mamirauá

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Fiocruz Amazônia e o Instituto Mamirauá entregaram 850 lanternas solares às parteiras tradicionais do Amazonas. (Foto: reprodução / Fiocruz Amazônia)

No Dia Nacional da Parteira, 20 de janeiro, a Fiocruz Amazônia e o Instituto Mamirauá entregaram 850 lanternas solares às parteiras tradicionais do Amazonas.

Os equipamentos foram doados por uma multinacional francesa e são essenciais para atender partos em comunidades sem acesso à energia elétrica.

As lanternas foram entregues à Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas Algodão Roxo (APTAM) em um evento na sede da Fiocruz Amazônia, em Adrianópolis. A ação contou com a presença de representantes do Instituto Mamirauá e das parteiras beneficiadas.

O pesquisador Júlio César Schweickardt, da Fiocruz Amazônia, destacou o papel crucial das parteiras no cuidado às mulheres e na saúde comunitária. Ele é coordenador do projeto “Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde”, que busca fortalecer a Rede de Atenção à Saúde da Mulher no Amazonas.

Os equipamentos substituem velas, lamparinas e lanternas usadas em partos em áreas remotas do estado. Além de oferecer maior segurança e eficiência, a iniciativa simboliza o reconhecimento do trabalho das parteiras, essenciais em regiões onde o acesso à saúde é limitado.

Reconhecimento

A Lei Estadual nº 5.312 do Amazonas autoriza a presença de parteiras durante todo o período de trabalho de parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pela parturiente, em maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares da rede pública e privada do estado.

Essa legislação reflete o reconhecimento e a valorização do trabalho das parteiras tradicionais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2011, com o lançamento da Rede Cegonha, o Ministério da Saúde incluiu as parteiras tradicionais como elementos fundamentais na promoção da saúde comunitária.

No Amazonas, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), existem aproximadamente 1.400 parteiras cadastradas pelo governo estadual.

No entanto, esse número pode ser maior, considerando a presença de parteiras que atuam em áreas remotas e de difícil acesso, muitas vezes sem registro oficial.

Essas profissionais desempenham um papel crucial na assistência ao parto, especialmente em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, onde o acesso aos serviços de saúde é limitado.

*Com informações da Fiocruz Amazônia

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