Decisões pautadas em questões mercadológicas impostas pelo avanço da tecnologia e da convergência digital são apontadas pelos empresários da indústria como fatores que justificam a saída de fabricantes do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Recentemente, empresas como Sony e Canon, informaram o encerramento das atividades no estado.
Segundo o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, além dos fatores mercadológicos, o cenário político e econômico nacional também influenciam na tomada de decisões.
Competitividade
Périco considera que ações anunciadas por parte do governo federal, como por exemplo, a redução dos impostos de importação, que reduzem a competitividade das fabricantes do PIM, geram insegurança aos empresários quanto à continuidade das operações no estado.
“As decisões são pautadas em questões mercadológicas. No caso da Canon, o avanço tecnológico substituiu as máquinas fotográficas pelos recursos dos aparelhos celulares. Se a empresa continua fabricando no exterior continuará enviando produtos ao Brasil”, disse o empresário.
Incertezas
“Outro fator está ligado às definições do governo federal, que em conjunto, criam um ambiente de incertezas composto por elevadas cargas tributárias, deficiência em infraestrutura e uma série de outros fatores que motivam decisões de encerramento das produções”, completou Périco.
PIM continua atrativo
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, também cita a questão mercadológica como o fator predominante para a saída de empresas do parque fabril. Porém, ele define que o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) continua atrativo aos investidores.
“O risco é inerente ao negócio. Empresas abrem e fecham todos os dias. Essa é a dinâmica da economia. Esses encerramentos aconteceram por questões mercadológicas e não foram relacionadas diretamente ao PIM. O avanço tecnológico e a convergência digital têm imposto constantes desafios no sentido de adequações às mudanças nas demandas do mercado”, disse Silva.
Texto: Priscila Caldas
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