quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Vai fazer empréstimo em 2025? Entenda como a alta da Selic impacta as parcelas

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A alta da taxa Selic prevista para 2025 preocupa consumidores e empresas. O Comitê de Política Monetária (Copom) indicou um possível aumento da taxa básica de juros para 13,25% em janeiro, com projeções do mercado financeiro apontando até 15% no final do ano.

Essa tendência pode afetar significativamente o custo das linhas de crédito, especialmente para pequenos negócios e famílias.

Crédito mais caro com a alta da Selic

O aumento da Selic eleva diretamente os juros cobrados por instituições financeiras, que repassam o custo aos consumidores.

Microempresas e empreendedores individuais são os mais prejudicados, já que juros altos dificultam o acesso a recursos financeiros e capital de giro.

Por exemplo, um empréstimo de R$ 50 mil com 12 meses de prazo e Selic de 12,25% (taxa atual) combinado com um spread bancário de 5% teria uma parcela inicial de R$ 4.746,09.

O spread bancário é a diferença entre o que os bancos pagam ao captar recursos e o que cobram nos empréstimos, cobrindo custos operacionais, inadimplência e garantindo lucro.

Se a Selic subir para 15%, a taxa total de juros alcançaria 20% ao ano, elevando a parcela para R$ 4.989,15 — um acréscimo mensal de R$ 243,06. Em um ano, isso representaria R$ 2.916,72 a mais no custo total do empréstimo, prejudicando o fluxo de caixa de pequenos negócios e dificultando investimentos.

O que fazer diante da alta dos juros?

Empreendedores devem priorizar uma gestão financeira eficiente para mitigar os impactos do aumento da Selic.

Buscar alternativas de crédito com taxas reduzidas, renegociar dívidas e explorar formas inovadoras de captação, como parcerias e investimentos de impacto social, podem ajudar a reduzir custos.

Além disso, é essencial que políticas públicas ofereçam suporte, promovendo alternativas acessíveis e reduzindo os efeitos da alta dos juros sobre pequenos empresários e consumidores.

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