quinta-feira, 24 de setembro de 2026

CNI defende pacto nacional para enfrentar os desafios fiscais e impulsionar o Brasil

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Confederação Nacional da Indústria defende pacto nacional para enfrentar os desafios fiscais e impulsionar o Brasil (Foto: Getty Images)

Nos primeiros meses de 2024, a economia brasileira apresentou um desempenho superior ao esperado, com destaque para a indústria de transformação, impulsionada pela Nova Indústria Brasil (NIB).

Setores como automotivo, alimentício, farmacêutico e construção civil contribuíram para a recuperação do mercado de trabalho e maior competitividade do país.

No entanto, o cenário de otimismo logo deu espaço a preocupações fiscais e monetárias. A inflação, que estava controlada até então, superou o teto da meta estabelecido pelo Banco Central, com o IPCA atingindo 4,83% em 2024.

O Brasil, após um período de baixo crescimento médio de 0,5% ao ano entre 2012 e 2021, conseguiu aumentar sua taxa de expansão econômica para cerca de 3% ao ano no triênio mais recente, posicionando-se entre as seis economias que mais cresceram no G20.

Esse aumento pressionou os custos de produção e afetou o poder de compra da população. A elevação do dólar e as altas da taxa de juros, que começaram a se mostrar no segundo semestre de 2024, aumentaram a incerteza sobre o futuro econômico do Brasil.

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacou a importância da convergência entre todos os setores produtivos, trabalhadores e autoridades para manter o ritmo de crescimento e evitar retrocessos econômicos.

Para Alban, o debate sobre o rumo da política fiscal e monetária acentuou-se justamente porque, apesar de as medidas de corte de despesas propostas pelo Executivo terem sido aprovadas no Legislativo, a magnitude da contenção (próxima a R$ 70 bilhões em dois anos) não elimina, sozinha, a necessidade de um pacto mais abrangente. 

A convergência entre o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Judiciário, somada à participação dos governos estaduais e municipais, configuraria um passo fundamental para a mitigação de riscos, pois envolveria regras claras de responsabilidade fiscal associadas a estímulos para setores estratégicos, como a indústria e o agronegócio, destacou.

A indústria, motor do crescimento nacional, precisa de garantias de que as taxas de juros não se elevarão de forma que inviabilizem novos investimentos, complementa Ricardo.

Na opinião dele, se esse pacto for firmado logo no início de 2025, pode ser o passo decisivo para que o Brasil continue avançando em sua recuperação econômica.

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