A recente alta do dólar e o aumento no preço do barril de petróleo ampliaram a defasagem entre os preços dos combustíveis praticados no Brasil e no mercado internacional. Segundo dados da Abicom, o diesel apresenta uma defasagem média de 16%, enquanto a gasolina chega a 12%.
Desde outubro de 2024, o dólar subiu quase 15%, pressionando os custos de commodities como o petróleo, cotado em moeda americana. O Brent, referência global, também contribuiu para essa pressão, com alta de 8% no último mês, alcançando US$ 76,93 por barril. Essas condições reforçam a defasagem entre os preços internos e externos dos combustíveis, colocando a Petrobras sob pressão por reajustes no início de 2025.
Conforme a Associação Brasileira de Importadores de Combustível (Abicom), a diferença entre os valores impacta não apenas os importadores, mas também produtores de biocombustíveis, pequenas refinarias e acionistas da Petrobras. “A companhia pode até não dar prejuízo, mas sem dúvida o resultado poderia ser melhor”, afirmou Sergio Araujo, presidente da Abicom.
O último reajuste da Petrobras ocorreu em julho de 2024, durante a gestão de Magda Chambriard, e alterou apenas o preço da gasolina. Desde então, a política de preços não mais segue a paridade internacional, prática abandonada pelo governo Lula. A estratégia atual, segundo a estatal, visa mitigar a volatilidade do mercado externo e suavizar os impactos no mercado interno.
Embora a Petrobras afirme que a autossuficiência em petróleo justifica sua abordagem, a política gera insatisfação entre importadores, que alegam perda de competitividade. A empresa não se manifestou até o momento sobre possíveis reajustes em resposta à alta do dólar e do Brent.
Fonte: CNN Brasil
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