O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Frank Souza, fez um balanço positivo do mercado neste ano, mas espera que, em 2025, o setor possa contar com juros menores para financiamento e uma redução na inadimplência dos consumidores.
“Essas são as barreiras que precisamos ultrapassar, mas 2024 foi um ano muito bom para a indústria da construção civil, que, até outubro, registrou no semestre um crescimento de 4,5% em relação ao que aconteceu em 2023, sendo que a tendência é terminar o ano com um aumento de 15% nos negócios em relação a todo o ano de 2023”, analisou o presidente, lembrando que a construção civil é o terceiro motor da economia do Amazonas, atrás apenas do comércio e do Polo Industrial de Manaus.
Sobre as diversas áreas desta indústria, Frank Souza destaca a construção de imóveis, impulsionada pelos programas Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e Amazonas Meu Lar, lançado neste ano pelo governador Wilson Lima (União Brasil).
“Há um déficit de 200 mil imóveis no Amazonas, sendo 140 mil só em Manaus. Portanto, há muito mercado para a produção de habitação, e os programas oficiais têm ajudado com a concessão de subsídios e investimentos nas construtoras”, analisou o dirigente.
Ele destaca, nesse sentido, a lógica do programa Amazonas Meu Lar, pois o governo percebeu que as famílias não tinham dinheiro para dar a entrada, mas conseguiam pagar o financiamento usando o valor que já destinavam ao aluguel.
“Esses programas movimentaram muito o mercado, tanto que, no conjunto da indústria da construção civil e do mercado imobiliário, o crescimento deverá chegar a 20% em 2024, em comparação com o ano passado”, estimou.
Frank Souza também afirmou que há um campo muito grande para o crescimento da indústria no Norte a partir de obras públicas de infraestrutura, como nas áreas de saneamento e redes de distribuição de água, que, no entanto, avançam em uma velocidade muito pequena se comparada ao potencial e à necessidade da população.
“No Norte, temos 18% de cobertura da rede de saneamento básico e 59% de cobertura de água. Então, teríamos de ter uma velocidade maior na construção dessas obras, que dependem de verba do governo federal. É uma briga árdua”, analisou.
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