quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CREA-AM planeja concurso público e inovação com Inteligência Artificial neste novo ano

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Engenheira de Pesca, Alzira Miranda, é a primeira mulher a dirigir o CREA-AM (Foto: Divulgação)

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM) completa 50 anos e inicia 2025 com planos para uma nova fase.

Entre as iniciativas estão a realização de um concurso público para novas contratações, a ampliação das ações de fiscalização, o fortalecimento do suporte aos profissionais atendidos pela entidade e uma participação mais ativa junto à sociedade.

A presidente do CREA-AM, engenheira de pesca Alzira Miranda, primeira mulher a ocupar o cargo, afirmou em entrevista ao RealTime1 que pretende implementar em 2025 um ChatBot no conselho.

A ferramenta, baseada em Inteligência Artificial (IA), será utilizada para oferecer atendimento imediato aos profissionais de engenharia e agronomia.

Leia a íntegra da entrevista:

RT1: Presidente, quais são as perspectivas, projetos e investimentos do CREA-AM para 2025?

Alzira Miranda: A perspectiva é lançar um concurso público. Em relação aos projetos, vamos implementar nosso planejamento de fiscalização para que ele alcance todos os lugares e consiga ampliar o olhar não apenas para obras, mas também para serviços. Temos muitos profissionais que precisam desse acompanhamento mais próximo para exercer suas atividades. Também queremos ampliar o foco nas empresas ligadas ao setor. Atualmente, mais de 5 mil empresas, com capital social superior a R$ 50 mil, não estão vinculadas ao Conselho. Nosso objetivo é fortalecer o registro dessas empresas para que elas possam agregar ou empregar os profissionais da área. Por fim, pretendemos investir no desenvolvimento dos funcionários e profissionais registrados, oferecendo cursos e capacitações. A ideia é que 2025 seja um ano cheio de oportunidades de qualificação, preparando ainda mais nossos profissionais para o mercado de trabalho. Aproveito para destacar que temos planos de implementar um ChatBot no CREA-AM, utilizando Inteligência Artificial (IA), para garantir respostas rápidas às demandas dos profissionais.

RT1: Quais têm sido os desafios mais frequentes do Conselho nos últimos anos e o que se projeta para 2025?

Alzira Miranda: O principal desafio tem sido aumentar a fiscalização. Para enfrentar isso, decidimos ampliar o número de vagas para fiscais, que serão oferecidas no nosso Processo Seletivo Simplificado (PSS). Também estamos trabalhando para fortalecer as fiscalizações diretas e indiretas, garantindo mais oportunidades de trabalho para profissionais de engenharia, agronomia ou geociências registrados no CREA-AM.

RT1: E por falar em PSS, o CREA-AM lançou um no final deste ano. Como está o andamento, e para quais finalidades as vagas serão destinadas?

Alzira Miranda: O PSS foi lançado com o objetivo de regularizar a situação dos funcionários comissionados do CREA-AM, especialmente os vinculados às atividades de fiscalização. Desde 2015, temos uma recomendação do Ministério Público Federal para realizar um concurso público com urgência. No entanto, um concurso público efetivo exige tempo para organização, e, como não tínhamos esse prazo, o TCU recomendou o PSS como uma solução temporária. O PSS permite a participação de qualquer pessoa, funcionando como um concurso público simplificado. O edital de um concurso público exige uma empresa externa e mais tempo de preparação, o que não foi viável este ano, especialmente devido às eleições para Conselheiro Federal em julho. Por isso, optamos pelo PSS como medida imediata.

RT1: Presidente, como foi o ano de 2024 para a instituição?

Alzira Miranda: Foi um ano de muitas conquistas. Comemoramos os 50 anos do CREA-AM de uma forma que destacou a importância do Conselho para a sociedade. Também conseguimos ampliar as oportunidades para os profissionais, aumentar as fiscalizações e reduzir os autos de infração, o que indica maior empregabilidade na área. Além disso, reduzimos gastos, mantivemos a certificação ISO 9001 e proporcionamos acesso gratuito à ABNT, por meio do Conselho Federal, permitindo que os profissionais consultem normas técnicas sem custos. Criamos grupos de trabalho, realizamos fóruns de políticas públicas e discutimos soluções para problemas recorrentes no Amazonas. Esses esforços trouxeram impacto positivo para a sociedade e fortaleceram o currículo dos profissionais registrados.

RT1: Quantos associados o órgão tem hoje, entre engenheiros e agrônomos?

Alzira Miranda: Contamos com mais de 30 mil profissionais registrados, incluindo engenheiros, agrônomos, tecnólogos e técnicos em segurança do trabalho.

RT1: Como estão os setores de engenharia e agronomia no Amazonas? O mercado ainda é atrativo para novos profissionais?

Alzira Miranda: Não há desenvolvimento sem tecnologia, e são esses profissionais que a constroem. O mercado tem espaço, mas enfrenta desafios. Ainda falta uma cultura de valorização e contratação desses profissionais no contexto amazônico. Também precisamos de profissionais mais preparados para atender às demandas específicas da nossa região. O desenvolvimento tecnológico pode e deve ser feito sem causar impactos ambientais, sociais ou econômicos indesejados. Acredito que há muito potencial no mercado, mas é necessário desenvolver essa cultura de valorização da tecnologia e dos profissionais da área.

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