quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Câmara aprova regulamentação da reforma tributária que mantém benefícios da ZFM

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Plenário da Câmara dos Deputados durante a votação da reforma tributária (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (17/12), a regulamentação da reforma tributária, com 324 votos a favor, 123 contra e três abstenções.

A proposta, considerada prioridade pelo governo, mantém os benefícios para a Zona Franca de Manaus (ZFM) e traz mudanças importantes na cobrança dos novos impostos.

O relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), explicou que os incentivos para a Zona Franca não foram ampliados.

“Nós não ampliamos nada para Zona Franca de Manaus, nós apenas mantivemos o diferencial tributário competitivo da Zona Franca”, disse Reginaldo Lopes em plenário ao defender o voto favorável ao relatório.

Durante a votação, Lopes destacou que o texto final preserva os principais objetivos da reforma: promover o crescimento do país e gerar mais empregos.

Principais mudanças aprovadas

  • Benefícios rejeitados: A Câmara retirou o desconto de 60% nos novos impostos para serviços de saneamento, veterinários e segurança cibernética. Segundo o relator, essa mudança evitará o aumento da alíquota geral.
  • Medicamentos: O texto voltou a incluir uma lista com 383 medicamentos que terão isenção total dos novos tributos. No Senado, havia sido sugerido que essa lista fosse definida em outra lei.
  • Bebidas açucaradas: Produtos como refrigerantes voltaram a ser taxados pelo Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”. A cobrança extra havia sido retirada pelos senadores.
  • Cesta básica: Água mineral, biscoitos e bolachas foram excluídos da lista de alimentos com isenção parcial de 60%.
  • Sociedades Anônimas do Futebol (SAF): A Câmara rejeitou a redução da alíquota de 8,5% para 5%, mantendo a taxação mais alta.

Próximos passos

O PLP 68/2024 agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A reforma tributária prevê a substituição gradual de cinco tributos atuais (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos impostos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Além disso, o Imposto Seletivo será aplicado sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Plenário da Câmara dos Deputados durante a votação da reforma tributária (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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