O Ingresso de Mercadoria Nacional (PINs) internados na área de atuação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) alcançou R$ 47,42 bilhões de janeiro a setembro deste ano, apontou balanço divulgado, nesta quinta-feira (12), pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
O montante de recursos gastos na internação, que é o ingresso de mercadorias compradas pelas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e do comércio de Manaus, representou um crescimento de 11,51% em relação ao mesmo período de 2023.
A quantidade de protocolos de ingresso de mercadoria nacional na Zona Franca também aumentou, registrando alta de 6,43%. A área de atuação da Suframa inclui os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, além dos municípios de Macapá e Santana, no Amapá.
O Amazonas concentrou 65% do valor total de internamento, somando R$ 30,83 bilhões, com aumento de 14,05% em relação aos meses de janeiro a setembro do ano anterior. Os demais estados também registraram crescimento no valor internado: Rondônia (3,54%), Roraima (5,88%), Acre (8,51%) e Amapá (12,35%).
De acordo com os dados apresentados pela Suframa, os três regimes fiscais administrados pela Autarquia, que são Zona Franca de Manaus (ZFM), Amazônia Ocidental (AMOC) e Área de Livre Comércio (ALC), desempenharam papel essencial no volume de internamento registrado.
No Amazonas, 98,95% do valor internado foi registrado sob o regime da ZFM. Rondônia movimentou R$ 5,83 bilhões, distribuídos entre os regimes AMOC (69,8%) e ALC (30,2%). Em Roraima, o regime ALC concentrou quase a totalidade dos internamentos (99,8%), com um total de R$ 4,10 bilhões.
No Acre, o regime AMOC registrou R$ 959,82 milhões, enquanto o regime ALC alcançou R$ 1,07 bilhão. Já no Amapá, os internamentos, realizados exclusivamente no regime ALC, totalizaram R$ 4,62 bilhões.
Os dados revelam, ainda, que o internamento no Amazonas está equilibrado entre as atividades de indústria (48,2%) e comércio (48,7%), enquanto nos demais estados o comércio é a principal atividade, com participação que varia de 88,62% no Acre a 95,2% no Amapá.
O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou a importância dos incentivos fiscais para impulsionar o comércio e a indústria no fortalecimento da economia regional.
“Os dados apresentados confirmam o papel estratégico do internamento de mercadorias na geração de emprego, renda e arrecadação tributária nos estados atendidos pela Suframa”, afirmou.
Leia Mais: