quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Com provas, Randolfe faz Mayra contradizer Pazuello sobre situação no AM

Secretária do ministério cobrou, em 21 de janeiro, o uso de cloroquina e hidroxicloroquina dos médicos da Semsa, situação que foi negada por Eduardo Pazuello.
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A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a ‘Capitã Cloroquina’, entrou em contradição, nesta terça-feira (25), com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello sobre a recomendação do uso de cloroquina e hidroxicloroquina durante a explosão de casos de Covid-19 em Manaus, ocorrida em janeiro deste ano.

Na semana passada, Pazuello disse em depoimento à CPI que o Ministério da Saúde “jamais recomendou o uso destas medicações” durante aquele período da pandemia, onde houve a crise de desabastecimento de oxigênio nos hospitais de Manaus.

Já Mayra Pinheiro, hoje, em resposta ao vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), confirmou que enviou um documento à Secretaria Municipal de Saúde de Manaus no qual orientava sobre o uso das medicações e considerava “inadmissível que os médicos da prefeitura não as usassem”.

“A senhora reconhece essa orientação? Confirma este documento?”, questionou o senador, ao que Mayra afirmou reconhecer, alegando que “orientar é diferente de recomendar”.

O senador pelo Amapá ironizou a resposta de Mayra e rebateu dizendo que na CPI, “teriam que ter aulas de literatura, porque estão brincando com as palavras”.

Reunião com Bolsonaro

Em outra resposta a Randolfe, Mayra Pinheiro reconheceu que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) só foi ao Ministério da Saúde uma única vez para tratar sobre o combate à pandemia no país.

“A senhora dá uma grande contribuição a essa Comissão ao informar que o presidente da República, durante a pandemia que já dura mais de um ano, só visitou o Ministério uma única vez e nunca recomendou o isolamento social”, destacou Randolfe Rodrigues.

Texto: Gerson Severo Dantas

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