O diretor-presidente do grupo Vinci Airports no Brasil, Júlio Ribas, disse, nesta terça-feira (3), que a administração de aeroportos regionais na Amazônia oferece mais oportunidades que riscos e que acredita no potencial da região Norte, sobretudo após o Governo Federal lançar o programa AmpliAR.
O AmpliAR, lançado semana passada pelo Ministério dos Portos e Aeroportos, quer levar a leilão a concessão de 33 aeroportos de cidades da região Norte, sendo 15 destes no Amazonas, dois no Acre, onze no Pará, quatro em Rondônia, um no Amapá e outro em Tocantins.
No Amazonas serão concedidos os aeroportos de:
- Carauari, Eirunepé, Lábrea, Santo Antônio do Iça e São Paulo de Olivença (1a Fase do AmpliAR);
- Barcelos, Fonte Boa, Manicoré, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira (2a Fase);
- Apuí, Borba, Itacoatiara, Maués e Parintins
“Acho que o governo está começando a entender as dificuldades envolvidas na implementação de um programa como esse. Se fosse fácil, o próprio governo já teria feito os investimentos por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e estaria recuperando os recursos”, analisou Ribas.
“A realidade é que enfrentamos não apenas dificuldades financeiras, mas também limitações na capacidade de execução. O governo está, portanto, buscando soluções, mas ainda estamos nas primeiras etapas do processo”, completou o executivo do grupo francês que administra o aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes e os aeroportos de Tefé e Tabatinga.
Na visão de Ribas, o poder público municipal e estadual também teria missões a cumprir, pois os vencedores dos leilões podem enfrentar diversos desafios ao assumir a gestão de um terminal aeroportuário no Norte, como estradas de terra, a ausência de usinas e a falta de mão de obra qualificada na região, o que dificulta a geração de empregos.
“As dificuldades são grandes, e costumo lidar com elas de maneira convencional. A seca tem afetado alguns serviços, o que, junto com a economia, impacta diretamente o desenvolvimento (do negócio). Nem todas as cidades (em que a Vinci atua) possuíam uma usina de asfalto e, quando foi necessário criar uma, tivemos que trazer profissionais especializados. Algumas áreas exigem expertise que simplesmente não existia localmente, o que nos obriga, muitas vezes, a trazer profissionais de fora, o que demanda um esforço adicional”, revelou Ribas.
*Com informações adicionais da Agência Infra
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