quarta-feira, 23 de setembro de 2026

'Capitã Cloroquina' culpa mídia e volta a defender 'opções terapêuticas' na CPI

A secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, voltou a defender o tratamento precoce com medicamentos sem eficácia contra a Covid-19, em depoimento na CPI.
COMPARTILHE

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a ‘Capitã Cloroquina’, em depoimento nesta terça-feira (25) na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, voltou a defender o uso de medicamentos sem eficácia como “opções terapêuticas” contra o vírus.

Mayra usou em seu discurso uma publicação da Medicine of Jornal (Jornal da Medicina), que recomendava o uso de terapias via oral para reduzir os impactos da pandemia em populações que tem menos produção de anticorpos contra a doença, mesmo com vacinação.

“Manaus trouxe a certeza de que para combatermos o nosso maior inimigo, o vírus, que mostrou-se ainda mais agressivo na forma de uma nova variante chamada P.1, precisaríamos com mais urgência de maiores medidas de proteção individual e vacinas de alta eficácia o mais rápido possível, mas também de medicamentos que pudessem tratar das pessoas que adoeciam a despeito das medidas de prevenção”, disse a secretária.

Mayra aproveitou ainda para atribuir à mídia uma suposta imparcialidade sobre o uso do tratamento precoce, afirmando que não poderia ser utilizado termos como “sem eficácia” e que faltou ouvir “lados contrários e oferecer informação imparcial” quanto aos fármacos.

Texto: Giovanna Marinho

Leia Mais:

COMPARTILHE