quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lula confirma candidatura contra Bolsonaro nas eleições de 2022

O ex-presidente afirmou, em entrevista à uma revista, que não hesitará disputar contra o presidente Jair Bolsonaro. Pesquisas mostram preferência dos eleitores por Lula.
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Lula

Em entrevista à revista francesa Paris Match, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que pretende disputar a Presidência da República em 2022. Na edição da revista, que começou a circular nessa quarta-feira (19), Lula afirmou que não hesitará em disputar contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Se estiver na liderança das pesquisas para ganhar as eleições presidenciais e gozando de boa saúde, sim, não hesitarei”, respondeu o ex-presidente ao ser questionado se disputaria a corrida presidencial contra Jair Bolsonaro no próximo ano.

A pesquisa Datafolha, divulgada semana passada, mostra Lula à frente de Bolsonaro na disputa dos primeiro e segundo turnos. Os levantamentos mais recentes também têm indicado piora acentuada na avaliação de Bolsonaro e de seu Governo.

Diferenças políticas de Bolsonaro

Ao longo das seis páginas da entrevista, Lula destacou as diferenças entre sua política externa e a de Bolsonaro.

“Acho que fui um bom presidente. Criei laços fortes com a Europa, América do Sul, África, Estados Unidos, China, Rússia. Sob meu mandato, o Brasil tornou-se um importante ator no cenário mundial, notadamente criando pontes entre a América do Sul, África e os países árabes, com o objetivo de estabelecer e fortalecer uma relação Sul-Sul e demonstrar que o predomínio geopolítico do Norte não é inexorável”, disse.

O ex-presidente voltou a criticar a conduta do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, responsável por sua condenação na Operação Lava Jato.

“Em meu primeiro depoimento, disse ao juiz Moro: ‘Você está condenado a me condenar porque a mentira foi longe demais e você não tem como voltar atrás’. Essa mentira realmente envolveu um juiz, promotores e a grande mídia do país, os quais me condenaram antes mesmo de eu ser julgado. O que eles não sabiam é que estou pronto para lutar até o último suspiro para provar que se uniram para me impedir de ir às eleições”, disse.

Parceria com a França

O petista também defendeu o estreitamento das relações do Brasil com a França e outros países.

“O Brasil não deve procurar entrar em conflito com nenhum país. Nossa última guerra foi contra o Paraguai há 150 anos! Posso ter divergências com o presidente dos Estados Unidos, mas não devo perder de vista que devo manter relações diplomáticas com ele para garantir a democracia, a política de desenvolvimento, as relações comerciais, a ciência e a tecnologia”, declarou.

Com informações do Congresso em Foco

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