Um general de Brigada que serve atualmente no Comando Militar da Amazônia (CMA) é o mais novo envolvido no inquérito da Polícia Federal sobre a tentativa de golpe militar de 8 de janeiro de 2023, quando mais de oito mil pessoas invadiram a sede dos Três Poderes, em Brasília.
Trata-se do general Nilton Diniz Rodrigues, atualmente comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, no município de São Gabriel da Cachoeira, região do alto Rio Negro.
Na época da tentativa de golpe, ele era o coronel Comandante do 1º Batalhão de Forças Especiais e do Comando de Operações Especiais, unidades militares localizadas em Goiânia (GO).
Nilton Diniz Rodrigues prestou depoimento na Polícia Federal no mesmo dia do deputado federal Alexandre Ramagem (PL/RJ), ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Celular de Mauro Cid levou a PF até o militar, atualmente no CMA
O nome do general surgiu em arquivos apagados de dispositivos eletrônicos do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e réu no inquérito do golpe de estado do 8 de janeiro, tendo inclusive firmado um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
Mauro Cid, inclusive, iria substituir Nilton Diniz Rodrigues no comando do Batalhão de Forças Especiais de Goiânia, onde servem os militares da elite do Exército Brasileiro e que seriam, segundo as investigações, usados na tentativa de golpe e na operação para prender o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e também o presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Os jornalistas Thais Bilenky e José Roberto de Toledo, do grupo Folha de São Paulo, apuraram que os militares envolvidos na tentativa de golpe já teriam detalhado quem eram os seguranças e quais armamentos eles usavam na proteção de Lula e Moraes, precavendo-se para um confronto armado no dia da tentativa de golpe.
Nilton Diniz Rodrigues foi promovido a general de Brigada em 31 de janeiro de 2023, já no governo de Lula, e foi designado para assumir o comando da unidade militar de São Gabriel da Cachoeira, um dos pontos mais sensíveis do território brasileiro em função das operações de guerrilha colombiana e de narcotraficantes.
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