quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Aplicativo que orientava tratamento precoce foi criado pela Capitã Cloroquina

O ex-ministro Eduardo Pazzuello responsabilizou a secretária de Gestão do Trabalho do MS, Mayra Pinheiro por prescrição de tratamento precoce no aplicativo TratCov.
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A secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como ‘Capitã Cloroquina’, segundo depoimento do ex-ministro Eduardo Pazzuello nesta quarta-feira (19) na CPI da Covid no Senado, foi a responsável por indicar e desenvolver o aplicativo TratCov, que prescrevia o tratamento precoce para a doença.

A plataforma apresentada durante visita de Mayra a Manaus, dias antes do colapso de oxigênio na rede hospitalar no Amazonas, foi, de acordo com Pazzuello, um protótipo de uma ideia apresentado por Mayra e desenvolvida na secretaria na qual ela era titular.

Entretanto, o protótipo foi retirado do ar após as denúncias indicadas por diversos veículos de comunicação que mostravam que o TratCov prescrevia o mesmo receituário – indicando hidroxicloroquina e ivermectina – para todos os pacientes, independente dos sintomas ou da idade.

TratCov sob investigação

O ex-ministro revelou que o aplicativo foi replicado sem autorização e que, por isso, foi aberta uma investigação judicial.

“Era um protótipo apresentado em Manaus. Não foi distribuído aos médicos, ele foi copiado por um cidadão e, por isso, foi aberto uma investigação”, contou Pazuello aos senadores.

O general reafirmou que não recomendou o uso da cloroquina e disse que a nota técnica do Ministério “apenas orienta doses seguras, caso o médico prescreva”. A diretriz produzida pelo MS, segundo ele, foi proposta em consenso pelos secretários da pasta. Entre eles está, inclusive, o ex-secretário-executivo do MS, Élcio Franco, também convocado a depor na CPI.

Texto: Giovanna Marinho

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