quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Houve 'equívoco' na fala sobre a quantidade de vacinas da Pfizer

Eduardo Pazuello negou que informações prestadas pelo ex-presidente da Pfizer no Brasil fossem verdadeiras e voltou a defender o tempo usado nas negociações.
COMPARTILHE

As narrativas sobre a compra da vacina da Pfizer foram confrontadas na sessão desta quarta-feira (19) da CPI da Covid, quando em seu depoimento o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello desmentiu o ex-presidente da empresa no Brasil, Carlos Murillo dizendo que o Ministério da Saúde respondeu as cartas-propostas da farmacêutica.

Porém, segundo ele, antes era necessário dar segurança jurídica ao Brasil, o que veio apenas em dezembro, por meio de uma Medida Provisória 1026/21 aprovada no Congresso Nacional. De acordo com o ex-ministro, a normativa não veio pelo governo federal por não haver um consenso de onde deveria partir a regulamentação.

Atraso nas negociações com a Pfizer, para o ex-ministro não foi “incompetência ou ineficiência”, como afirmado pelo ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, que para Pazzuello não tinha todos os dados para fazer esse juízo de valor.

O general ainda desmentiu a sua própria fala em uma audiência pública no Senado no dia 11 de fevereiro, onde afirmou que a proposta da Pfizer seria de apenas 6 milhões de doses até o primeiro semestre de 2021. E disse que foi um equívoco da sua parte quando na realidade seriam 8,5 milhões de vacina na primeira metade do ano e mais 62,5 milhões até o fim de 2021.

Pazzuello também disse que informou pessoalmente o presidente Jair Bolsonaro sobre as negociações com a Pfizer. Segundo ele, à época a empresa foi a primeira a enviar propostas com as ‘cláusulas leolinas’, mas logo a Jansen e a Covax Facilit guiaram os seus contratos da mesma forma.

Texto: Giovanna Marinho

Leia mais:

COMPARTILHE