quarta-feira, 23 de setembro de 2026

'Bolsonaro nunca me desautorizou', destaca ex-ministro

Pazuello tem buscado eximir o presidente de qualquer culpa sob a condução da pandemia no País, alegando que todas as decisões do ministério foram tomadas sem intervenções.
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O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello, em resposta ao questionamento do relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), assumiu a responsabilidades nas decisões tomadas pelo Ministério da Saúde no combate à pandemia e eximiu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de qualquer culpa, afirmando que o Chefe de Estado nunca teria o desautorizado sobre os rumos da pasta.

Pazzuello afirmou que manteve poucas conversas com o presidente sobre as medidas pensadas pela pasta, mas garantiu que em todas as vezes que fora decidido algo, não houve intervenção de Bolsonaro. Ele destacou ainda que a diretriz dada pelo presidente foi de que a condução da pandemia seria acertada diretamente com o ministro da Saúde, “e não sob intermediação de terceiros”.

“As minhas ações nunca foram contrapostas pelo presidente. Em nenhum momento o presidente me desautorizou. O presidente sempre dizia ‘assunto de saúde quem trata é o ministro Pazzuello”, reforçou o ex-ministro.

E os filhos do Bolsonaro?

A participação dos filhos de Bolsonaro nas tratativas do Ministério da Saúde (MS) para a aquisição de vacinas também foi descartada no depoimento do ex-ministro. Pazuello afirmou que esperava ter mais conversas com o Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonoro, mas não teve a oportunidade pois, segundo ele, “a pandemia os consumia o dia inteiro”.

A existência de uma aconselhamento externo ao chefe do Executivo Federal também foi negada por Pazuello, descartando a participação do deputado federal Osmar Terra nas decisões acerca do enfrentamento à pandemia no país.

Texto: Giovanna Marinho

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