quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Parlamentares do G20 vão debater baixa representatividade feminina na política

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MULHERESSS

Na quarta-feira (6), primeiro dia da 10ª Cúpula do P20, grupo que reúne os presidentes dos parlamentos dos países com as maiores economias do mundo, será discutida na Câmara Federal em Brasília, a questão de gênero e representatividade feminina na política.

Para a senadora Leila Barros (PDT-DF), a dificuldade de se atingir a paridade envolve problemas como a violência política.

“As mulheres são as maiores vítimas, e é crescente o número de casos de violência política. Vindo para o nosso país, é importante lembrar que ele é patriarcal e machista, com inúmeros desafios nessa pauta, mas isso é uma preocupação mundial. O México conseguiu uma paridade dentro do seu parlamento. Foi um trabalho contínuo. Veja, aqui no Congresso Nacional [Brasil], somos apenas 17%,” diz a senadora.

Representatividade feminina segundo a lei

A lei eleitoral obriga os partidos a reservarem vagas para candidaturas de mulheres desde 1995. A representação feminina vem aumentando, mas em ritmo lento, o que faz da paridade de gênero uma realidade ainda distante.

Dos cerca de 58 mil vereadores eleitos em 2024, menos de 10 mil e 600 são mulheres, o equivalente a apenas 18%.

A sub-representação feminina não é exclusividade brasileira: apenas 26% dos integrantes de instâncias internacionais são mulheres desde 1965.

Da Agência Senado

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