A Aliprot anunciou, nesta terça-feira (29), um projeto de investimento de mais de R$ 270 milhões na construção de galpões e compra de equipamentos para produzir embalagens biodegradáveis no Polo Industrial de Manaus a partir de 2025.
O anúncio, durante reunião dos dirigentes da Aliprot e o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, será dividido em R$ 200 milhões para a estruturação da planta de 90 mil metros quadrados, hoje operada sob a bandeira Walff Industrial, e mais US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 70 milhões) na compra de equipamentos e instalação.
Os equipamentos, importados, são20 máquinas robotizadas que fazem embalagens rígidas de celulose, que se decompõem naturalmente e são mais ecológicas que as embalagens de isopor ou plástico.
O diretor da Aliprot, Felipe Eduardo Silva, explicou que a iniciativa marca a primeira produção de embalagens biocompostáveis com fibra de celulose 100% vegetal no Brasil.
“Adquirimos recentemente um terreno de 200 mil metros quadrados na BR-174 para a construção dessa nova fábrica, que será totalmente robotizada com máquinas importadas e planejada de acordo com os princípios da indústria 4.0”, disse Felipe Eduardo Silva
O executivo ainda explicou que o Processo Produtivo Básico (PPB) para essa linha biodegradável deve ser aprovado até dezembro na comissão formada por técnicos do governo federal.
Fundada em 2014, a Aliprot começou suas operações no PIM com a fabricação de sacos e sacolas plásticas. Ao longo dos anos, diversificou sua linha de produtos e expandiu sua capacidade produtiva, tornando-se fornecedora para segmentos como supermercados e distribuidores de alimentos.
Com o novo projeto, a produção será voltada a embalagens alimentícias, incluindo copos e recipientes para comidas prontas. A previsão é de um volume de 8,1 mil toneladas anuais no terceiro ano de operação.
De acordo com o diretor, a linha de produção automatizada para moldagem de celulose poderá utilizar uma ampla variedade de fibras vegetais de alta qualidade, como celulose de bagaço, bambu, junco e palha de trigo, atendendo a diferentes finalidades.
Ao final do processo, a embalagem poderá ser transformada em produtos biocompostáveis, totalmente vegetais e naturais.
“Seremos a primeira fábrica do Brasil a produzir embalagens rígidas biodegradáveis de polpa de celulose. Em países da Europa, já é obrigatória a utilização de plásticos de base biológica, compostáveis e biodegradáveis. Acreditamos que, devido à maior conscientização ambiental, essas normatizações também serão adotadas no Brasil”, complementou Felipe Eduardo Silva.
Bosco Saraiva, ressaltou a importância da iniciativa de fazer produtos sustentáveis para a Zona Franca de Manaus, que está no centro das mais importantes discussões ecológicas do País.
“Essa é uma ação pioneira que consolida o papel da região como um polo de inovação e sustentabilidade no setor industrial brasileiro. Estamos à disposição para contribuir com o projeto da empresa no que for necessário”, afirmou.
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