Laudos técnicos sobre três pesquisas eleitorais divulgadas este ano pela empresa Eficaz, referentes à corrida para prefeito de Manaus, apontam diversas inconsistências, incluindo “problemas metodológicos que comprometem a validade dos resultados.”
As três pesquisas analisadas foram consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral.
Números de empresas de pesquisas apresentam distorções
Até esta sexta-feira (06/09) foram registradas 46 pesquisas para prefeito de Manaus. Desse total, onze foram consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral: uma pesquisa da Innquest, uma da Listening, três da Pontual, três do Ipen e as três da Eficaz.
A quinta pesquisa Direto ao Ponto (AM-07279) está suspensa.
A 1ª pesquisa da EAS Consultoria, as duas pesquisas da Projeta, a pesquisa realizada pela empresa Marca, a 2ª pesquisa da Action e a quinta pesquisa da Pontual não foram divulgadas.
A Perspectiva registrou sua terceira pesquisa do ano nesta quinta (05/09). A previsão de divulgação
Distorções superam 10 pontos percentuais
As distorções entre as pesquisas chegam a 10 pontos percentuais quando comparadas com levantamentos de empresas como Quaest e Perspectiva. Isso levanta questionamentos sérios sobre a confiabilidade dos resultados apresentados.
Certamente, para as eleições de 2026, as regras eleitorais relacionadas à condução e fiscalização de pesquisas eleitorais deverão ser modificadas.
O Ministério Público e a Justiça Eleitoral devem ser obrigados a contar com estatísticos especializados para analisar os aspectos formais das pesquisas, que em sua grande maioria apresentam equívocos, inconsistências e até suspeitas de fraudes.
Esse cenário é uma das razões pelas quais a população encontra dificuldade em acreditar nos resultados das pesquisas, já que as intenções de voto de um candidato podem variar de 25% para 35% de forma repentina, alterando o cenário como num “passe de mágica.”
Abaixo, o resumo dos laudos periciais das pesquisas AM-05779/2024 (Maio), AM-07788/2024 (Junho), e AM-00168/2024 (Julho), da Eficaz:
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