Empresários da indústria e do comércio do Amazonas se mobilizam para contribuir no fomento de cadeias produtivas voltadas ao interior do estado. Articulações com os Ministérios da Agricultura, do Turismo e da Economia para a implementação de projetos foram algumas das ações anunciadas pelos representantes durante a 289ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), nesta quinta-feira (29).
O tema repercutiu entre os dirigentes após a aprovação do projeto de implantação da empresa Ferrari Indústria, Comércio e Coletas de Castanha Ltda-EPP, que prevê instalações no município de Humaitá para a produção de castanha-do-Brasil desidratada, viabilizando investimentos de R$300 mil.
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, destacou a necessidade da articulação de projetos voltados à retomada do turismo e à maior viabilização do transporte de cargas ao estado por meio da cabotagem (navegação entre portos do mesmo país).
A Fecomércio tem projetos para a criação de hotéis que utilizam como modelo o sistema hoteleiro dos Estados Unidos.
“Estamos em articulação com os Ministérios da Economia, e do Turismo, para que dentro do ambiente de negócios possamos articular projetos ligados ao turismo e à cabotagem. A ideia é construir hotéis dentro do modelo de turismo dos EUA, que ofertam várias atividades. Precisamos desenvolver essa região com foco no interior do estado”, disse.
“O projeto Rodovia do Mar está parado no Senado e isso abriria a cabotagem resolvendo um problema extremo que nos impõe fretes altíssimos”, completa Frota.
Segundo o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a descentralização da cadeia produtiva ao interior poderá contribuir para o desenvolvimento econômico do estado. O tema será discutido em evento que receberá representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
“Das 30 cidades do país com o pior IDH, oito estão no Amazonas. Hoje, o modelo ZFM sustenta a região norte do país e esse modelo pode ajudar no desenvolvimento de atividades que vão além da capital. Vamos trabalhar esse assunto no Painel dos Diálogos Amazônicos com o Mapa. É importante o olhar diferenciado ao primeiro setor”, disse.
Reportagem: Priscila Caldas
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