quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Governistas tentam suspender CPI e atrapalham início da sessão

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) usou uma medida cautelar do ministro do STF Celso de Melo, sobre a impossibilidade de colher depoimentos de forma remota na CPI.
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A base governista tentou novamente, nesta quinta-feira (29), suspender os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia no Senado alegando a impossibilidade de realizar as investigações de forma híbrida com o intermédio da internet.

Aliado do governo, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) usou uma medida cautelar do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Melo, no qual ele alegou que dentre outras funções a CPI deve prezar pelo sigilo das informações repassadas em depoimento, o que na opinião do parlamentar não seria possível em videoconferência.

“Não há como, sem ser leviano, assegurar que um depoimento desse tipo não acabem sendo vazados por mais que procure instrumentos tecnológicos”, disse o senador, lembrando que outras CPI também foram interrompidas em virtude da impossibilidade de realizar a comissão sem que fosse presencialmente.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) contra argumentou lembrando que os trabalhos dos órgãos do judiciário ao longo da crise sanitária regulamentou o uso da internet para viabilizar o funcionamento dos serviços.

“Só há uma situação que se questiona o trabalho remoto da justiça brasileira que é a audiencia de custódia, portanto todo resto da justiça brasileira funciona em trabalho remoto. Esses argumentos em um momento de pandemia e no momento extraordinário em que vivemos eles não se sustentam”, afirmou.

Por Giovanna Marinho

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