quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Yamaha para: Cieam fala em remanejamento da produção e descarta prejuízos

De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco, a ideia é de que, o que deixar de ser produzido nos 10 dias de férias coletivas seja compensado nos meses seguintes.
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Produção moto PIM

Um dia após a Yamaha anunciar a paralisação temporária da produção em sua linha de montagem, o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) disse não acreditar que a interrupção possa causar prejuízos ao Polo Industrial de Manaus (PIM).

Em entrevista ao RealTime1 nesta quarta-feira (28), o empresário confirmou que, além da Yamaha, outras empresas do PIM estão sofrendo com a falta de insumos, mas segundo ele, a ideia é de que o que deixar de ser produzido durante os 10 dias de férias coletivas seja compensado nos meses seguintes.

“A produção está sendo replanejada, ou seja, o que não puder ser produzido agora, será produzido nos meses seguintes. Então, não que seja um prejuízo, é uma defasagem, um atraso nesse faturamento, pelo menos até agora”, justificou o empresário.

Suframa demonstra preocupação

Já o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), general Algacir Polsin, se mostrou preocupado com a crise da falta de insumos nas fábricas do Polo Industrial de Manaus.

Durante a 297ª reunião ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), realizada nesta quarta-feira, o general lembrou que a falta de insumos vem acompanhada de uma forte redução na demanda por produtos industrializados. Segundo o superintendente da Suframa, em ambos os casos, os problemas seriam reflexos da pandemia da Covid-19.

“Vemos com muita preocupação duas coisas. Uma delas é a redução da demanda por produtos acabados ou componentes no Polo Industrial de Manaus, em virtude da evolução da pandemia no resto do país. Temos acompanhado esse problema com bastante atenção. A segunda, é a logística nacional e internacional que apresentou uma quebra na distribuição de alguns produtos. Isso acontece no mundo todo e tem afetado algumas indústrias, em alguns momentos, aqui no Polo Industrial de Manaus”, disse Polsin.

“O exemplo da Yamaha é o mais recente, mas nós já vimos isso acontecer com outras empresas. Mas temos a esperança de que, com o passar do tempo, as coisas se normalizem”, completou.

Em janeiro, a Moto Honda da Amazônia também paralisou as atividades e concedeu férias coletivas de 10 dias a todos os seus colaboradores. De acordo com a montadora, a parada foi causada pela indisponibilidade de insumos, provocada pelos impactos da Covid-19 nas cadeias de suprimentos.

Entenda o caso

Em comunicado divulgado na última terça-feira (27), a Yamaha anunciou que vai interromper a produção de algumas linhas de motocicletas na fábrica de Manaus entre os dias 3 e 12 de maio. A empresa não informou, no entanto, quais linhas serão afetadas pela paralisação.

Os trabalhadores das linhas que tiverem as produções interrompidas terão férias coletivas.

A produção de motores de popa e as demais atividades operacionais da área de motos, peças e logística não serão interrompidas.

Confira a nota na íntegra:

“Considerando a situação adversa na cadeia de suprimentos decorrente da crise de abastecimento causada pelos efeitos da pandemia do coronavírus, e visando ajustar o fluxo do recebimento de insumos, a Yamaha suspenderá as atividades em algumas de suas linhas de produção de motocicletas, no período de 3 a 12 de maio.

Nas linhas afetadas, os colaboradores estarão em férias coletivas.

A produção de motores de popa, bem como as demais atividades operacionais da Yamaha Motor da Amazônia, Yamaha Motor Componentes da Amazônia e da Yamaha Logística permanecerão em plena atividade durante esse período.”

Reportagem: Lucas Raposo

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