Um dos principais sonhos de consumo do brasileiro está praticamente em todos os lares do Amazonas. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar Contínua (PNAD-Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2023 mais de 3,9 milhões de pessoas no Amazonas possuíam televisão.
Na outra ponta, a PNAD-Contínua apurou que somente 386 mil moradores do Estado não tinham um aparelho, que vale a pena ressaltar é um dos principais produtos feito no Polo Industrial de Manaus (PIM_, responsável por mais de 90% de toda a produção nacional.
Em detalhes, a PNAD-Contínua mostra que no Amazonas, havia no ano passado 1,1 milhão de domicílios com televisão, dos quais 1 milhão utilizavam TVs de tela fina (LED, LCD ou plasma), 63 mil ainda usavam TVs de tubo, e 11 mil possuíam ambos os tipos.
Em termos comparativos, a série histórica da PNAD-Contínua mostrou que entre 2018 e 2023, o Amazonas registrou uma modernização significativa nos tipos de TVs, com a proporção de lares usando exclusivamente TVs de tela fina subindo de 72,6% para 93,4%, enquanto na Região Metropolitana de Manaus, essa proporção cresceu de 80,1 % para 97%.
“Essa é uma tendência no Amazonas e acompanha movimento nacional de transição para tecnologias mais avançadas”, analisa o chefe do setor de Disseminação da Informação do IBGE, Luan da Silva Rezende.
Do total de 1,1 milhão de domicílios com televisão, tinham recepção de sinal de televisão aberta, sendo que 1 milhão recebiam sinal analógico ou digital de televisão aberta e 71 mil domicílios não recebiam. Já na RM Manaus, um total de 801 mil domicílios e moradores com televisão, tinham recepção de sinal de televisão aberta, sendo que 783 mil recebiam sinal analógico ou digital de televisão aberta e 15 mil domicílios não recebiam.
Total de telefones também foi apurado pela PNAD-Contínua
Outro recorte da PNAD-Contínua mostrou que 95,6% dos domicílios amazonenses possuíam algum tipo de telefone, com a presença de telefones móveis sendo quase universais (95,4%), enquanto os telefones fixos ocasionais estavam presentes em apenas 2,2% dos lares, um dado que indica a preferência pelo uso exclusivo de dispositivos móveis.
“O uso de celulares no Amazonas é mais comum entre adultos de 30 a 49 anos, mostrando uma concentração de usuários em faixas etárias intermediárias, enquanto crianças e idosos representam uma menor proporção de usuários“, destaca Luan Rezende
Na Região Metropolitana de Manaus, dos 850 mil domicílios, 337 mil tinham computador e 96 mil possuíam tablet. No entanto, 499 mil domicílios não possuíam nenhum desses dispositivos, evidenciando uma significativa ausência do equipamento.
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