quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Sem David Almeida, Fórum da Zona Franca de Manaus se reúne pela 1ª vez

Primeiro encontro do grupo, que pretende dar protagonismo municipal nas discussões que envolvem a ZFM, não contou com a presença de seu presidente, o prefeito David Almeida.
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Reunião do Fórum Municipal da ZFM não teve presença de David Almeida

Aconteceu na manhã desta terça-feira (27), a primeira reunião do Fórum Municipal de Articulação da Zona Franca de Manaus (FOPAZFM). O primeiro encontro do grupo, que pretende dar – pela primeira vez – protagonismo municipal nas discussões que envolvem o modelo que leva o nome da capital do Amazonas, não contou com a presença de seu presidente, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), idealizador do Fórum.

Na ocasião, o chefe do Executivo municipal foi representado pelo secretário municipal de Trabalho, Empreendedorismo e Inovação, Radyr Júnior. Além do titular da Semtepi, compuseram também a mesa da primeira reunião do FOPAZFM: o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), general Algacir Polsin; o presidente da Comissão de Turismo, Indústria, Comércio, Desenvolvimento, Trabalho e Renda da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador William Alemão (Cidadania).

Também estavam presentes à reunião o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo; o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota; e o subsecretário operacional da Semtepi, Gustavo Igrejas.

Distanciamento histórico do município

Na abertura das discussões, Gustavo Igrejas explicou que o Fórum pretende ser “uma porta de entrada” do tripé que sustenta o modelo ZFM (indústria, comércio e agropecuária) e representar os anseios de entidades de classe com a Prefeitura Municipal, “rompendo um distanciamento histórico”. Durante a fala, ele justificou a necessidade de se discutir os problemas e soluções do modelo Zona Franca de Manaus no âmbito do município.

“Apesar de a Zona Franca de Manaus representar 90% da nossa economia, a prefeitura nunca se envolveu nas discussões importantes, como a dos processos produtivos básicos (PPBs). PPBs são a principal contrapartida aos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. Quando ele não é afixado, ou é afixado de forma que não possa ser cumprido, deixamos de ter incentivos, deixamos de gerar mão de obra e deixamos de gerar renda aqui na região. E nunca houve qualquer participação da prefeitura nessas discussões”, apontou.

Lembrando ainda sua experiência de quase duas décadas na Suframa, onde atuou como superintendente adjunto de Projetos e até mesmo superintendente interino, Gustavo Igrejas lembrou que, enquanto a Prefeitura de Manaus passou décadas adormecida com relação às discussões da ZFM, outros municípios – sem qualquer ligação com o modelo – tiveram voz ativa na defesa de seus interesses.

“Fui membro do grupo de trabalho que decide os processos produtivos básicos, representando a Suframa por quase 20 anos e, por diversas vezes, vi a presença de representantes de outras cidades, prefeitos de outros municípios do país que, por algum motivo, se sentiam prejudicados”, lembrou.

Demandas

Representando o Polo Industrial de Manaus (PIM), o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, apresentou as principais demandas do setor ao grupo. De acordo com o empresário, o maior gargalo para a indústria amazonense são as questões de infraestrutura.

“Não podemos esquecer de incluir na pauta a questão da infraestrutura, de que todo mundo reclama: a questão do acesso, por meio de estradas; a parte de energia elétrica; e as questões relativas à comunicação, principalmente com relação ao acesso à internet. Peço que neste Fórum tenhamos uma visão macro e que a gente persiga o nosso bem-estar”, cobrou Azevedo.

Já o representante da Fecomércio, Aderson Frota, enalteceu a criação do grupo como forma de levantar e discutir problemas e soluções inerentes à região amazônica.

“Esse é o momento para que a gente possa fazer valer nossas convicções, nossas posições, nosso conhecimento, nosso sofrimento, nossas dificuldades e nossas características, para fazer valer nossos interesses”, ressaltou.

Um dos tripés do modelo Zona Franca de Manaus, o setor agropecuário não contou com representantes no encontro.

Reportagem: Lucas Raposo

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