O presidente Jair Bolsonaro se comprometeu, durante sua participação na Cúpula de Líderes sobre a Questão Climática, a eliminar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 e atingir a neutralidade na emissão de gases do efeito estufa até 2050, dez anos antes do previsto anteriormente.
Os compromissos assumidos por Bolsonaro diante dos 40 líderes mundiais, reunidos de forma virtual pelo presidente dos EUA, Joe Biden, no entanto, são gigantescos e a realidade do governo federal não corrobora com essa sinalização.
Os números do desmatamento na Amazônia em 2019 e 2020, aferidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram uma aceleração do desmatamento.
O presidente disse que será necessário garantir boas condições de vida para os 23 milhões de habitantes da Amazônia, mas não explicou o que será feito. “Estamos abertos a cooperação para superar este paradoxo da Amazônia, que é a região mais rica ambientalmente falando, mas a que tem os piores índices de desenvolvimento humano”, disse Jair Bolsonaro.
Segundo a BBCNews, “o presidente americano não teria acompanhado sua fala. Após ouvir quase duas dezenas de líderes, Biden se ausentou da sala de conferência justamente no discurso do brasileiro”.
Reforço de verbas e acusação na cúpula de líderes
Em seu discurso o presidente disse que determinou o reforço no orçamento destinado a fiscalização, mas servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acusam o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de dificultar as ações de fiscalização obrigando que todos os autos de infração realizados pelos fiscais sejam submetidos, primeiro, a um superior hierárquico.
Da mesma forma, Salles foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, por praticar advocacia administrativa em favor de madeireiros flagrados negociando madeira extraída de maneira criminosa.
Texto: Gerson Severo Dantas
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