quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Intenção de consumo cai 2,5% em abril, aponta Confederação do Comércio

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, redução no mês de abril é resultado do agravamento da pandemia de Covid-19 no país, com medidas mais restritivas de circulação.
COMPARTILHE
Novos negócios
O Amazonas ficou em segundo lugar entre os estados brasileiros que apresentaram os maiores crescimentos percentuais na abertura de negócios, no período de maio a agosto, em comparação ao primeiro quadrimestre de 2020

O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou em abril queda mensal de 2,5%, ante recuperação pontual no mês anterior. Com isso, a série alcançou o patamar de 70,7 pontos no mês, o menor nível desde novembro de 2020, quando atingiu 69,8 pontos.

O resultado foi divulgado nesta terça-feira (20) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que destacou que foi o pior mês de abril da série histórica. Em relação ao mesmo período em 2020, houve retração de 26,1%.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, essa redução no mês de abril é resultado do agravamento da pandemia de Covid-19 no país, com medidas mais restritivas de circulação, como fechamento de comércios e cidades inteiras em lockdown.

“É um momento de oscilação, de grande incerteza. Isso se reflete no orçamento familiar, já que o agravamento da pandemia, somado à lentidão da vacinação, acaba gerando pessimismo e cautela no consumo. Acreditamos que, com a imunização em massa da população, o crescimento econômico será retomado e a confiança vai reagir”, disse Tadros, em nota.

Nos indicadores de renda e consumo, houve queda em relação ao mês anterior. A maioria das famílias considerou a renda pior do que no ano passado, com percentual de 41,3% ante 40,3% em março.

Segundo a CNC, a maior parte das famílias também considera que o nível de consumo em abril foi menor do que no ano passado (59,9%), o maior percentual desde novembro (60,4%), ante 58% no mês anterior e 46,9% em abril de 2020.

Também aumentou entre os pesquisados a proporção dos que acreditam que comprar a prazo está mais difícil: 41,7%, o maior percentual desde novembro de 2020, quando foi de 42,2%.

Fonte: Agência Brasil

Leia mais:

COMPARTILHE