Alguns políticos e financiadores podem não gostar do majoritário, mas ter certa simpatia pelo vice. Isso faz com que a escolha de alguém que “circule” nos mais diferentes meios seja algo bem-visto.
Ter um vice leal e similar ao titular ou alguém bem diferente, mas que atraia apoios novos? Esta é uma questão fundamental neste momento.
Certamente que ser vice está em desuso técnico, na era da internet, pois o titular pode gerenciar toda a máquina, apenas usando um celular.
A ideia de que alguém precisaria ficar na sede, para “botar ordem na casa’ é antiga e totalmente fora de mão. Mesmo o presidente americano pode lançar bombas e mísseis de onde estiver, somente usando um botão.
O vice é totalmente inútil em casos assim.
É melhor pensarmos o vice, então, pelo lado do simbolismo para o eleitor e, pelo lado dos políticos, pelo aspecto dos apoios, recursos e lealdades que consiga atrair. Isso explica grande parte desse debate em Manaus hoje.
É de se esperar que, após isso, partamos, para o debate de projetos concretos sobre a cidade.