Mesmo em fase de instalação, a CPI da Covid-19 no Senado já ocupa grande espaço na mídia nacional, com análises e conjecturas sobre a comissão e seus integrantes. Nessas análises os dois senadores da bancada do Amazonas que integram a CPI, Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) são considerados independentes. Ou seja, não são vistos nem como aliados, nem como oposição ao governo Bolsonaro. Braga e Omar também são apontados como virtuais candidatos nas eleições de 2022: Braga ao governo do Amazonas e Omar à reeleição para o Senado. Os dois representantes da bancada amazonense são cotados para serem protagonistas na CPI.
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VITRINE POLÍTICA
O que é certo é que a CPI será uma vitrine nacional para seus 11 integrantes. Também servirá de palanque para os senadores que serão candidatos no ano que vem, o que é o caso de Braga e Omar. Em suma, os senadores da bancada amazonense passam a fazer parte de uma nova elite do Senado, que terá os holofotes a seu dispor nos próximos meses. Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, por exemplo, Eduardo Braga é descrito como “senador em meio de mandato, que é pré-candidato ao governo do Amazonas no campo de oposição ao do governador Wilson Lima (PSC), que é aliado de Bolsonaro”.
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G7 ANTIBOLSONARO
Mesmo apontados como independentes, Braga e Omar são incluídos no grupo que deve dar dor de cabeça à presidência da República durante a CPI. Para o articulista Josias de Souza, do Uol, os dois senadores devem compor o grupo que batizou de “G7 antiBolsonaro”, já que apenas quatro dos 11 senadores que compõem a CPI são governistas. Os demais integrantes do G7 dispostos a “servir a Bolsonaro o pão que o coronavírus amassou” seriam Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSDB-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
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O LIMITE
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL), afirmou que toda vez que o País entra numa crise ou numa pauta que desgasta o presidente, ele vai ao cercadinho e lança uma frase de efeito que muda toda a pauta do País. “Eu, sinceramente, não sei o que ele quis dizer com ‘o País está no limite’. Mas os únicos limites que eu me disponho a discutir com ele nesse momento é o limite que o País está chegando de 350 mil famílias enlutadas pela Covid. É o limite de quase 4 mil mortos por dia. É o limite de mais de 19 milhões de brasileiros com fome”, disse.
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RETALIAÇÃO?
O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu trocar o chefe do órgão no Amazonas, Alexandre Saraiva, que pediu investigação contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O delegado Leandro Almada seria o escolhido para substituir Saraiva. Não se sabe ao certo se a troca foi retaliação direta ao pedido de investigação contra Salles. Leia mais detalhes sobre o caso nas próximas horas no RealTime1.
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DEBANDADA
Em uma Cessão de Tempo concedida na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) a profissionais de Saúde que na segunda-feira (12) decretaram estado de greve, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Estado do Amazonas, Cleydinir Francisca da Conceição, reclamou da debandada de deputados do plenário da Casa quando ela começou a se pronunciar. “Eu fico triste quando eu vejo começar uma sessão de tempo com trabalhadores que representam mais de 16 mil servidores na área da saúde e os nossos representantes saírem do plenário. Acho uma falta de respeito com a classe trabalhadores da saúde”, afirmou.
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CONTRA A CORRUPÇÃO
O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) e a Controladoria Geral da União (CGU) no Amazonas assinaram nesta quinta-feira (15), de forma virtual, um acordo de cooperação técnica para prevenção e combate à corrupção. O acordo foi firmado entre os dirigentes das duas instituições conselheiro Mario de Mello (TCE) e Mona Liza Prado Benevides (CGU). O acordo também prevê a promoção da integridade e transparência, para o fomento do controle social e fortalecimento da gestão pública.
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PRAZO DE UMA SEMANA
Um internauta amigo da coluna lembrou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em 23 de abril de 2019 que o gás de cozinha estaria pela metade do preço em dois anos. Não foi o que se viu nos últimos meses. Mas, a bem da Justiça, o ministro ainda tem uma semana para fazer cumprir sua previsão. Aguardemos!