Nos últimos três dias, de sexta-feira (19/7) a esta segunda-feira (22/7), o Amazonas registrou 634 focos de queimadas. O número assusta porque representa quase o total de focos de incêndio registrados no estado de 1 de janeiro a 30 de junho deste ano, com 666 ocorrências.
Dos 2.073 focos de incêndio registrados no Amazonas este ano, 1.408 ocorreram entre 1º e 21 de julho, representando 67,9% do total.
Os dados foram obtidos no Programa de BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


De acordo com o BDQueimadas, o município de Apuí lidera as queimadas no Amazonas com 206 focos de incêndios nos últimos três dias, seguido por Lábrea (148), Manicoré (63), Humaitá (60) e Novo Aripuanã (38).

Por nota, o Corpo de Bombeiros informou que desde 3 de junho, mais de 300 agentes vem realizando as operações Aceiro 2024 e Céu Limpo para combater incêndios no estado. Essas operações foram antecipadas devido à previsão de uma seca severa em 2024.
Entre 3 de junho e 21 de julho, eles combateram mais de 1.600 focos de incêndio. Humaitá, Boca do Acre e Lábrea são os municípios com mais ações de combate.
A Operação Aceiro 2024 foca no sul do Amazonas e na região metropolitana de Manaus. Em Manaus, a Operação Céu Limpo aumentou o número de agentes para combater incêndios, monitorando e respondendo às ocorrências com a tecnologia da Sala de Situação do Corpo de Bombeiros Militares do Amazonas.
Paralelo a isso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que os servidores ambientais do Ibama que atuam na prevenção e combate à incêndios florestais continuem trabalhando. A categoria deflagrou greve no início de julho.
Em outubro de 2023, Manaus foi coberta por uma densa nuvem de fumaça e registrou a segunda pior qualidade do ar do mundo, conforme monitoramento da World Air Pollution em 130 países.
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