quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Com menor produção, Amazonas sofre atraso no recebimento de veículos

Por conta das medidas de restrição frente à pandemia e pela falta de insumos, 29 das 58 montadoras de automóveis paralisaram a produção.
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Medidas de restrição por conta da pandemia da Covid-19, a falta de insumos, e a escassez de aço, no Brasil, devem gerar queda de 70% na produção de veículos e um possível desabastecimento nas concessionárias, no estado. A previsão é do presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado do Amazonas (Sincodiv-AM), João dos Santos Braga Neto.

Conforme o presidente, o resultado do segundo trimestre de 2021 deverá ser o pior em relação aos números registrados em anos anteriores. Neto aguarda números positivos somente a partir de julho.

“Nesse trimestre será produzido apenas 30% do volume que se produzia antes desse cenário e isso não ocorre só por conta da pandemia, mas principalmente, pela falta de aço no Brasil. Deveremos retornar à normalidade em julho”, comenta.

Segundo Neto, a demanda, no estado, permanece normal e não foi afetada por conta da pandemia. Porém, a oferta de veículos reduziu e está gerando fila na espera pelo recebimento do automóvel.

Por conta das medidas de restrição frente à pandemia e pela falta de insumos, 29 do total de 58 montadoras de automóveis, no país, já informaram a paralisação total ou parcial dos trabalhos.

“Desde o início do ano, a demanda permanece normal. A oferta foi que diminuiu”, disse.

Produção manteve números no bimestre

Conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em janeiro e fevereiro deste ano foram produzidos 396.742 automóveis. Em igual período de 2020 a produção totalizou 395.937 veículos. O crescimento foi de 0,20%.

Reportagem: Priscila Caldas

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