Nos primeiros seis meses de 2024, a percepção dos brasileiros sobre a economia do país mostra sinais de melhora em comparação com 2023. A pesquisa Radar Febraban, realizada pelo IPESPE, revela que 46% dos entrevistados acreditam que o Brasil está melhor do que no ano passado, mantendo o mesmo índice da pesquisa de abril.
Outros 31% acham que o país continua na mesma situação, um ponto percentual a mais do que no levantamento anterior. A percepção de melhoria é mais acentuada entre mulheres, pessoas com idade entre 25 e 44 anos e aqueles com escolaridade até o ensino fundamental, atingindo ou superando os 50% nesses grupos.
Nas regiões Norte e Nordeste, a visão positiva chega a 52% e 56%, respectivamente. Por outro lado, os homens e pessoas com 60 anos ou mais são os mais críticos, com 28% e 32% considerando que o país piorou, respectivamente. A região Sul destaca-se negativamente, com 34% dos entrevistados avaliando que o Brasil está pior.
Vida Familiar
Em relação à vida pessoal, jovens de 18 a 24 anos têm uma visão mais otimista, com 48% acreditando em uma melhora, em comparação com 33% entre aqueles com 60 anos ou mais. A região Sul novamente aparece como a mais pessimista, com 27% dos entrevistados relatando piora. Além disso, 83% dos sulistas acreditam que os preços aumentaram significativamente, enquanto no Norte esse índice é de 69%.
Expectativa
A expectativa para o restante do ano também é positiva: 78% dos entrevistados esperam que o país melhore ou se mantenha estável. Desde fevereiro de 2023, a perspectiva positiva sobre o futuro permanece constante e acima dos 53% registrados no início do ano passado.
Aumento de preço
A pesquisa, que ouviu 2 mil pessoas nas cinco regiões do país entre 28 de junho e 4 de julho, também analisou outras áreas da economia. Em termos de inflação, 73% dos brasileiros percebem que os preços aumentaram nos últimos seis meses.
O aumento dos preços dos alimentos é citado por 70% dos entrevistados, seguido pelos custos com saúde privada e remédios (33%) e combustíveis (24%).
Projeções econômicas
Em relação às projeções econômicas para os próximos seis meses, 58% acreditam que os impostos subirão, 50% preveem aumento da taxa de juros e 59% esperam maior endividamento das famílias. A maioria dos brasileiros também aponta a saúde (31%) e emprego e renda (23%) como áreas prioritárias para o governo.
Endividamento
Sobre endividamento, 38% dos brasileiros esperam estar menos endividados em 2024, enquanto 36% não veem mudanças.
Apenas 23% acreditam que estarão mais endividados ao final do ano. Em relação ao uso do Pix, a aprovação é quase unânime, com 95% de aprovação e 92% dos brasileiros utilizando o sistema regularmente.
*Com informações da Febraban
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