quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Decisão de Guedes sobre importação é 'mau-caratismo', diz deputado

Para Serafim Correa (PSB) o ministro da Economia, Paulo Guedes, "meteu o punhal" na Zona Franca de Manaus com a redução de 10% na alíquota de importação de eletroeletrônicos.
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Ministro Paulo Guedes

A nova redução na alíquota de importação brasileira, agora para os produtos eletroeletrônicos causou revolta entre os deputados na sessão desta quinta-feira (18) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Para Serafim Correa (PSB) o ministro “meteu o punhal no polo” uma vez que ainda na quarta-feira (17) havia feito um acordo com a bancada amazonense para reversão do Imposto de Importação das bicicletas e em seguida anunciou em coletiva a decisão da Câmara Comércio Exterior (Camex).

O parlamentar tachou o ministro de “mau-caráter” e “brincante” e disse não haver compromisso por parte do Governo Federal com o desenvolvimento socioeconômico da região.

“Isso é mau-caratismo. Ele só pensa no Brasil da Bolsa de Valores. Não tem preocupação com o desenvolvimento da banda de cima do Brasil […] Fica aqui o meu repúdio a esse maluco que ocupa o Ministério da Economia atualmente”, disse o deputado.

Preconceito de 30 anos

Lembrando de conversas nos bastidores da política brasileira, Serafim afirmou que o preconceito de Guedes com a ZFM tem mais de 30 anos. A medida sempre passa pelas mãos do ministro Paulo Guedes, “ele tem visão da avenida paulista e da Bolsa de valores”.

Sinésio Campos (PT) sugeriu uma união das bancadas dos estados da Amazônia Legal. uma vez que a ZFM é uma política de desenvolvimento da região como um todo e as indústrias beneficiadas não ficam localizadas apenas em Manaus.

“Aqui é a região do nada pode. Discutir a utilização dos recursos naturais, não pode. Discutir uma alternativa econômica que vai utilizar os nossos recursos minerais a nossa biodiversidade não pode. Existem vários bloqueios e esse é o momento de nós nos insurgirmos”, indicou.

Por fim, Fausto Júnior agradeceu os esforços da bancada amazonense no Congresso. “Lamentavelmente ele deu com uma mão e tirou com a outra e nós não podemos aceitar isso”, disse.

O risco segundo ele, é o abalo na relação, não somente com as indústrias, mas com as embaixadas de outros países porque “a Amazônia é uma preocupação mundial e o que mantém nosso estado 98% em pé é o modelo ZFM”, finalizou.

Texto: Giovanna Marinho

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