quarta-feira, 23 de setembro de 2026
MUDANÇAS CLIMÁTICAS

DNIT apresenta no Senado medidas contra seca recorde nos rios da Amazônia

Ações do DNIT para reduzir os efeitos da seca dos rios na Amazônia envolvem dragagem e plano de longo prazo
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A dragagem é um processo que ajuda a retirar os sedimentos – como terra, areia, rochas e lixo – dos rios, garantindo a segurança no tráfego das embarcações
Dragagem do rio madeira

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou, nesta sexta-feira (5), a Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas do Senado Federal quais serão as medidas do Governo Federal destinadas a reduzir os efeitos de uma seca recorde na Região Amazônica.

O diretor de Infraestrutura Aquaviária, Erick Moura, disse que o DNIT lançou editais de licitação para a execução de serviços de dragagem, visando garantir a navegabilidade dos rios Amazonas e Solimões durante o período sem chuvas e que os envelopes com as propostas das empresas interessadas em realizar os serviços serão abertos hoje (5).

A iniciativa, disse o diretor, surge em resposta à seca severa que afetou a região em 2023, causando sérios transtornos ao tráfego de embarcações.

Para mitigar os impactos sociais e econômicos decorrentes da baixa navegabilidade, o DNIT realizou dragagens estratégicas em áreas críticas como a costa de Codajás, costa do Tabocal e no Alto Solimões. Essas intervenções foram fundamentais para restaurar as condições do transporte hidroviário, crucial para a economia local, que depende fortemente dessa modalidade.

Além disso, o DNIT está avançando com o Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA) e o Plano de Sinalização Náutica. Esses planos têm como objetivo assegurar a manutenção contínua da navegabilidade em trechos estratégicos dos rios, incluindo o rio Amazonas (de Manaus a Itacoatiara) e o Rio Solimões (de Coari a Codajás, Tabatinga a Benjamin Constant, e Benjamin Constant a São Paulo de Olivença).

Na semana passada, foram assinadas ordens de serviço para a execução de dragagem no rio Madeira. Uma delas abrange o plano de manutenção aquaviária da hidrovia do rio Madeira, entre Porto Velho/RO e Manicoré/AM, enquanto a outra refere-se à manutenção da travessia da BR-230 sobre o rio.

A autarquia incorporou esses projetos em seu cronograma de dragagens regulares, monitorando continuamente os pontos mais críticos desde 2022. Essas ações têm como objetivo garantir a navegabilidade contínua, minimizando os impactos das estiagens futuras e promovendo o desenvolvimento econômico e social da Região Amazônica.

Já no estado do Pará, está previsto o PADMA na hidrovia do Tapajós, especificamente no trecho entre Miritituba e Santarém.

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