Os servidores do Ibama entraram em greve nesta segunda-feira (24/6) em nove estados, incluindo Acre, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins. A paralisação ocorre no momento que o número de queimadas na Amazônia e no Pantanal cresce significativamente.
No dia 1º de julho, a greve será ampliada para incluir os servidores do Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Até o momento, não foram realizadas assembleias para decidir sobre a adesão à greve nos estados do Amazonas, Amapá, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima e Sergipe. Os servidores do Ceará optaram por não aderir ao movimento grevista.
Os grevistas reivindicam:
- equiparação salarial com a Agência Nacional de Águas (ANA);
- reestruturação da remuneração para que 70% seja composta pelo vencimento básico e 30% pela gratificação de desempenho;
- redução das disparidades entre os salários dos técnicos e dos analistas ambientais;
- inclusão da carreira ambiental na Lei de Indenização de Fronteira, já aplicada a outras categorias como policiais e auditores-fiscais;
- revisão das tabelas remuneratórias para que se alinhem às de especialistas em meio ambiente;
- implementação de adicionais de periculosidade e insalubridade na lei da carreira;
A Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema) informou que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) enviou uma nova proposta salarial na última sexta-feira (21), mas esta foi considerada insatisfatória.
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