quarta-feira, 23 de setembro de 2026

‘Lula Livre’ muda comportamento negacionista de Bolsonaro

Horas antes da coletiva de Bolsonaro, Lula esteve com jornalistas e falou que o presidente não sabe exercer a função, pedindo que a população buscasse se imunizar.
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Mais que a possibilidade de adquirir novas doses de vacina, um dos assuntos mais comentados sobre a solenidade convocada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem presidente) desta quarta-feira (10) foi o fato de que, logo após o primeiro contato do ex-presidente Lula com a imprensa, horas antes, todo o escalão presidencial demonstrava um novo comportamento diante da pandemia.

O próprio presidente surgiu usando máscara de proteção facial, item que ele criticava continuamente e pouco usava, mesmo cumprindo agenda em diversos estados e em meio à aglomerações causadas pela sua presença.

“Eficácia dessa máscara é quase nenhuma”, chegou a dizer em agosto.

Num tom mais moderado, Bolsonaro passou a defender a vacinação, anunciando que até o final do ano o país terá 400 milhões de doses de imunizante contra a Covid-19.

Outra clara mudança foi o recuo em relação ao uso de medicamentos no combate à doença. Hoje, ele disse que os fármacos “talvez não façam efeito”.

Internautas apontam que a tendência, a partir de agora, será a de que tanto o presidente quanto seus familiares e outros membros do Governo tentem se transformar em “defensores da vacina” e do uso de máscara.

Um de seus filhos e senador da República, Flávio Bolsonaro, chegou a divulgar uma imagem de seu pai com a frase “Nossa arma é a vacina”.

Texto: Rosianne Couto

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