sexta-feira, 25 de setembro de 2026
MERCADO DE TRABALHO

Pesquisa mostra falência dos sindicatos de categorias profissionais no Amazonas

PNAD - Mercado de Trabalho mostrou que dos 1,8 milhão de pessoas ocupadas no Amazonas, só 86 mil estavam sindicalizadas
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Professores em greve no Amazonas
Poucos sindicatos de categorias profissionais do Amazonas possuem capacidade de mobilização dos trabalhadores. (Arquivo)

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Mercado de Trabalho, divulgada na última sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou a fragilidade dos sindicatos representativos de categorias profissionais no Amazonas.

De acordo com o trabalho, cujo ano base foi 2023, no Amazonas, o total de pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência foi de 1.8 milhões. Destas, apenas 86 mil estavam associadas a sindicatos, enquanto 1.7 milhões mil não possuíam associação sindical.

O número indica que a maioria das pessoas ocupadas no Amazonas em 2023 não tinha filiação sindical, com uma proporção significativa de 1.7 mi contra 86 mil associados. “É a falência do sistema representativo das categorias profissionais, pois o trabalhador, mesmo o que está empregado com carteira assinada, não tem confiança nas entidades”, avalia o especialista Moacyr Santos.

Comparando 2023 com 2012, o primeiro ano da série histórica da PNAD – Mercado de Trabalho, o número total de pessoas ocupadas saltou de 1.4 milhão para 1.8 milhão no Amazonas. Contudo, em 2012, 223 mil pessoas estavam associadas a sindicatos, número que caiu drasticamente para 86 mil, em 2023.

Na outra ponta, o número de pessoas não associadas a sindicatos subiu de 1.2 milhões em 2012 para 1.7 milhões em 2023. Isso mostra um aumento geral na ocupação, mas uma queda acentuada na sindicalização entre os trabalhadores do Amazonas, analisa o IBGE.

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